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Pensar grande, pensar pequeno ou não pensar!

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  O planeamento urbanístico em Cascais sempre foi algo deficiente e sempre esteve mais dependente da vontade dos promotores imobiliários do que propriamente de uma classe política tecnicamente consciente e com visão de futuro. Cascais, e as suas várias localidades, foram crescendo por impulso e nunca com base numa ideia de território pensado a 10 ou 15 anos. Se o negócio imobiliário estava de feição, a pressão dos promotores foi sempre mais do que suficiente para que as aprovações acontecessem. Hoje temos zonas residenciais com elevado deficit de estacionamento, zonas de circulação viária com limitações de tráfego, zonas com deficientes passeios e zonas pedonais ou mesmo sem passeios, zonas comerciais, ou o que restam delas, sem estacionamento adequado e suficiente para responder à procura. Alcabideche ou Rebelva eram, entre muitos outros locais, sítios procurados para se almoçar ou jantar porque até existia muita oferta. Hoje se calhar optamos por uma grande superfície porque em A...

SER MELHOR… OU SER MELHOR QUE OS OUTROS?

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  Na gestão autárquica em Cascais, quer com Carlos Carreiras quer agora com Nuno Piteira, o foco está sempre em ser melhor que os outros, ao ponto de se torrar dinheiros públicos em coisas como Cascais Capital Europeia da Democracia. Confesso que esta lógica supremacista, esta mania da superioridade de uns indivíduos em relação a outros, tão na moda em Portugal e por esse mundo fora, em Cascais ganhou estatuto de prioridade e é um fato que me incomoda. Em Cascais somos sempre os maiores, os melhores, os mais desenvolvidos, escolhendo em cada momento com quem nos comparamos para confirmar que o somos. Não resisto a relembrar um trauma que vivi. Quando fui autarca em Cascais entre 1986 e 1993, e porque quando casei comprei casa em Oeiras, havia algo que me irritava solenemente quando passava de Cascais para Oeiras, e em Oeiras a limpeza urbana e os espaços verdes estavam muito melhores do que em Cascais. Enquanto fui autarca nunca consegui alterar esta situação. Quis o destino ...

CASCAIS PARA TODA A VIDA?

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CASCAIS – A MÁQUINA DE FAZER POLÍTICOS

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  A política nos anos 70 e oitenta era uma coisa empolgante, entusiasmante. As pessoas que participavam ativamente na política tinham, na sua esmagadora maioria, uma efetiva e genuína vontade de participar na discussão da coisa pública, da governação nacional e local, numa perspetiva de ajudar a melhorar as condições de vida da população. Havia uma preocupação e respeito pelos outros, pelas pessoas anónimas ou não, que nos rodeavam. O combustível da política e dos políticos era, naqueles tempos, servir, servir os concidadãos, servir o país. Com os anos noventa assistiu-se a uma paulatina alteração deste status quo, com a invasão dos Partidos políticos por tecnocratas que passaram a tratar a sua participação na vida política não como um meio de servir os outros, mas antes como uma maneira de gerirem a melhor forma de se perpetuarem nestas andanças, num esquema de portas giratórias, em que a política passou a ser meio de garantir uma “pseudo vida profissional” dentro da polític...

TODOS CONTRA JONET

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 De repente, em Cascais assistimos a uma coligação de todos os Partidos representados na vereação da Câmara Municipal de Cascais contra a candidatura independente Jonet - Cascais para viver. Porquê? O Viva Cascais não gosta de Jonet e do que esta candidatura representa.  O Viva Cascais dirige, de forma despótica os destinos de Cascais desde 2011.  Carlos Carreiras implementou uma maneira rude e centrada em si próprio de poder, onde qualquer discordância ou opinião diferente é escorraçada e perseguida. As opiniões diversas dentro do seu PSD foram banidas e as outras tratadas com uma agressividade  e violência completamente inusitadas. Chegou ao fim dos seus mandatos que a Lei permite e tratou de deixar um delfim, Nuno Piteira Lopes, que irá manter ou até "melhorar" o estilo. Mas o Viva Cascais sempre teve um ascendente sobre o PS local. Não se percebe porquê mas o PS local sempre foi elegendo candidatos que se "ajustavam" à vontade do "Viva Cascais" e  acab...

CASCAIS PARA TODA A VIDA

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  Nuno Piteira Lopes tomou posse como Presidente de Câmara Municipal de Cascais no seguimento do resultado eleitoral obtido nas eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025. A coligação Viva Cascais perdeu a maioria absoluta que dispunha na Câmara, na Assembleia Municipal e nas Assembleias de Freguesia, o que diz alguma coisa sobre a apreciação que os eleitores fizeram do últimos mandatos da coligação. Um dos argumentos que mais foi utilizado em abono do voto em Nuno Piteira era o da experiência. No meu ponto de vista, a experiência que Nuno Piteira exibe é precisamente aquela de que devemos fugir e evitar que tenha acesso ao poder! Nuno Piteira quase saiu dos bancos da escola para ingressar na CMC, primeiro como assessor do Vereador Pedro Caldeira Santos, que integrou o primeiro mandato de António Capucho, (2002-2005), e depois passou a ocupar o lugar de Pedro Caldeira Santos no mandato seguinte, como Vereador com o pelouro financeiro.  Nuno Piteira não tem uma experiência d...

O PRINCÍPIO DO FIM

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 Cascais, está irreconhecível. A Vila que desdenhava ser cidade, que evidenciava tradição a par da novidade, que exibia modernidade e respeito pelo passado, já não é a mesma. A gentrificação, que não é exclusivo de Cascais, deu lugar à acefalia das gentes, e aos tiques de modernismo bacoco que a maioria papa, mas que, convenhamos, não convence. O poder político em Cascais, liderado por Carreiras e secundado por Pinto Luz e Piteira, iniciaram um caminho de estupidificação de massas, acabando com tudo o que era imprensa regional, e transformando a CMC na "única" entidade local com poder para informar os munícipes. Infelizmente, informar e publicitar são conceitos muito diferentes. Cascais, e a tríade que tomou o poder, apostaram no marketing publicitário, em que deixou de interessar a opinião dos munícipes, a sua participação crítica nas decisões e nas estratégias a implementar na comunidade, e passou a valer apenas a vontade dos instalados no poder. Aliás, os poucos que ousara...