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A mostrar mensagens com a etiqueta Cascais

FAZ HOJE UM ANO E TRÊS DIAS…

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Faz hoje um ano e três dias que ocorreram as eleições autárquicas que ditaram em Cascais a vitória da coligação Viva Cascais, uma coligação do PSD e do CDS-PP. O comunicado distribuído pela maioria, leva-nos a acreditar que vale a pena tecer alguns comentários, que mais não seja, para tentar aduzir alguns argumentos que nos permitam olhar para o passado recente sem filtros, preconceitos ou… “injeções atrás da orelha”… https://www.facebook.com/CarlosCarreiras/posts/686748078098824 Mas esta vitória foi um indicador de que a maioria da população de Cascais não se revê neste poder. A maior abstenção de sempre assegurou que os 16,23% de eleitores que votaram na Coligação liderada por Carlos Carreiras lhe dessem, ainda assim, a maioria absoluta na Câmara Municipal de Cascais. Foi um sinal preocupante de divórcio entre os munícipes e os governantes da autarquia! E há razões ponderosas para acreditar que existia fundamento para este divórcio. A atuação da maioria que gove...

ESTACIONAMENTO: É UM DIREITO OU UM NEGÓCIO?

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As Câmaras continuam a não entender a forma de abordar esta problemática. Nas grandes urbes, o crescimento económico acabou por resultar na existência de vários automóveis por fogo habitado e todos reconhecemos que tradicionalmente as Câmaras tardaram em perceber que os rácios para aprovação de lugar de estacionamento por fogo pecava por defeito, ou seja, ao longo dos tempos foram sendo aprovados fogos de habitação com estacionamento insuficiente. A ideia de tarifar o estacionamento nos centros urbanos para apoiar a renovação de disponibilidade de lugares de estacionamento para o comércio e serviços, cedo deu lugar à proliferação de estacionamento tarifado por todo o lado. Tudo isto foi acontecendo sem que se implementasse uma política justa de estacionamento capaz de, por um lado, respeitar os direitos dos contribuintes, já tão sobrecarregados de impostos diretos e indiretos relacionados com o automóvel, e pelo outro, ser eficaz no apoio ao desenvolvimento do comércio, tornan...

Refazer a política em Cascais

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Tenho dado alguma atenção ao estado caótico a que chegou a nossa sociedade no que respeita ao exercício do poder. E vou continuar a chamar os bichos pelos nomes, doa a quem doer! Passadas as eleições, em Cascais vamos ter mais do mesmo. Um conjunto assinalável de militantes do PSD e do PP ocuparam literalmente as cadeiras do poder, seja na qualidade de eleitos nos vários órgãos autárquicos, Freguesias, Assembleia Municipal e Câmara Municipal, seja nas várias empresas municipais ou como assessores bem pagos. A promiscuidade é maior do que o que o comum dos mortais imagina. A ocupação da estrutura do poder é feita sem regras, sem fiscalização e sem responsabilidade. Passo a explicar. Penso que o legislador que criou este modelo de organização do poder local fê-lo com a preocupação de garantir as condições de que os órgãos de cariz executivo fossem devidamente fiscalizados pelos órgãos de cariz deliberativo. As falhas da Lei e o “engenho” dos políticos trataram de ba...

SE ASSIM FOSSE, VOTAVA EM CARLOS CARREIRAS…

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Carlos Carreiras tem demonstrado que tem um plano muito bem delineado para ser o próximo Presidente de Câmara de Cascais.  É um processo que foi pensado há anos, que paulatinamente tem vindo a ser implementado e que tem origem na sua fase menos feliz em termos profissionais quando foi despedido do grupo Sousa Cintra.  Envolveu-se com a “máquina” de António Capucho e, pé ante pé, foi afastando do caminho tudo o que poderia a curto ou a médio prazo ser um potencial impedimento aos objectivos traçados.  Em 2002 defendeu que um Presidente de Comissão Política Concelhia não poderia nunca ser candidato à Câmara porque eticamente punha em causa a relação entre Comissão Política Concelhia fiscalizadora da actividade da Câmara e o executivo camarário.  Desta forma afastou das listas da Câmara o então Presidente da Concelhia Fernando Mesquita.  Hoje, com a desfaçatez que se lhe conhece, é Presidente da Concelhia do PSD e candidato à Câmara de Cascai...

ADEUS PSD… OLÁ CASCAIS!

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Ao fim de 30 anos de militância partidária activa, tendo desempenhado lugares de responsabilidade partidária e autárquica, vejo-me na necessidade de apresentar a minha demissão do PSD. Não é segredo para ninguém, nas muitas linhas que tenho partilhado neste blogue, que me move uma enorme paixão por Cascais e que tenho uma opinião muito crítica à gestão autárquica imprimida por Carlos Carreiras em Cascais. Poderia tomar uma atitude do tipo “quem boa cama fizer, nela se há-de deitar…” como diz o velho ditado, e esperar que a bronca se dê, que Carlos Carreiras ganhe as eleições e literalmente dê cabo de Cascais, com as suas fantasias, no decurso dos próximos 4 anos de mandato, para depois afirmar do alto da “minha cátedra” o quanto  eu tinha razão! Mas para mim Cascais é demasiado importante para que eu fique bem com a minha consciência ao tomar uma atitude de desinteresse. Para mim Cascais é mais importante que o PSD. Nunca vi o Partido como um fim, antes um meio q...

CIDADANIA EM CASCAIS PRECISA-SE!

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Sou pela cidadania. Pela séria. Pela gestão responsável da coisa pública, em nome dos cidadãos e pelos cidadãos. Sou pela criação de mecanismos de envolvimento dos cidadãos nas decisões que lhe dizem respeito, nas que tocam na sua qualidade de vida, nas que têm repercussões no seu futuro e dos seus descendentes. Aos políticos estava reservado o papel de serem os garantes do exercício da cidadania por todos. Todos sabemos que hoje não é assim. As poucas excepções que confirmam a regra são em muito menor número do que os políticos que têm uma visão bem diversa do que é o exercício da gestão pública considerando-se o princípio, o meio e o fim das decisões tomadas, esquecendo que o lugar que ocupam é em representação dos seus eleitores. Também os eleitores há muito tempo desistiram de exigir uma correcta representação pelos políticos acabando por fazer o jogo de “deixar andar”… Em Cascais, Carlos Carreiras é um exemplo, um bom exemplo do que acabo de referir. Carlos...

ESTRATÉGIA? ZERO!

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Temos hoje uma classe política medíocre porque os cidadãos portugueses há muito tempo desistiram de fiscalizar e sancionar a actividade dos políticos. Não é razoável que umas eleições aconteçam sem que exista um claro programa de actuação dos vários candidatos para o mandato a que se candidatam. Não é razoável que um político prometa uma coisa e, depois de eleito, se atreva a fazer exactamente o contrário. Não é razoável que um político que não tenha cumprido o que se comprometeu executar em campanha, ou que tenha mesmo feito exactamente o contrário do prometido, consiga ser reeleito em eleição seguinte sem que lhe seja infligido pelos eleitores o castigo merecido! Em Portugal temos muitos exemplos disto, só para recordar dois de Partidos diferentes, Durão Barroso e José Sócrates, ambos criticaram a carga fiscal, ambos prometeram não promover aumentos da carga fiscal, todos sabemos o que ambos acabaram por fazer!... Isto é possível em Portugal, no governo da Nação, nos ...

AINDA HÁ ESPERANÇA?

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Muito se tem escrito sobre as mais recentes medidas de austeridade anunciadas pelo Primeiro Ministro na passada sexta-feira, mesmo antes do jogo da selecção nacional de futebol. Na qualidade de militante do PSD confesso-me desapontado. Muito desapontado! Eu tenho consciência que o país andou demasiado tempo a viver acima das suas possibilidades. Eu sei que as prioridades do país foram mais ditadas pelas necessidades de obras a executar pelos grandes empreiteiros portugueses do que com as reais necessidades de infra-estruturas. Um bom exemplo do que acabo de afirmar, por ser tão caricato, foi a anunciada 3ª auto-estrada Lisboa Porto, ideia lançada ainda por Sócrates e que foi abandonada já pelo actual governo. Mas, como em qualquer empresa, em qualquer família, quando aparece um deficit entre o que se gasta e o que se recebe, duas medidas podem e devem ser tomadas: analisar de que forma se podem aumentar as receitas ou verificar o que se pode cortar nas despesas. Portugal,...