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COMEÇAR DO ZERO

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A política Nacional em geral tem-me deixado algo céptico em relação ao nosso futuro como País. Os grandes e bons políticos foram ao longo dos tempos afastando-se ou sendo afastados pelos seus pares e hoje, de uma maneira muito transversal a todos os Partidos sem excepção, há uma mediania confrangedora nos nossos políticos com uma ou outra excepção que só serve para confirmar a regra. Se me causa preocupação e desânimo o que se passa a nível nacional, a nível local considero que a situação que se vive é não só muito preocupante como pode deixar sequelas graves na terra onde nasci – Cascais! O facto de já ter sido autarca (embora no século passado…) e de ter assumido funções de gestão e administração em empresas municipais e intermunicipais criou em mim, embora racionalmente tente convencer-me que não sou o salvador do mundo e que não vale a pena lutar contra moinhos de vento, um sentimento muito forte que nutro por este cantinho à beira do mar, entalado entre a Sintra e Oeir...

NUTRICIONISTA PRECISA-SE!

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Autarquias habituaram-se a “comer mal” e engordaram. Presentemente estão feias, flácidas e cheias de celulite! Onde é que vamos arranjar nutricionista para as “curar”? Em 1992, numa reunião da Câmara Municipal de Cascais, onde fui autarca, apresentei um estudo com um vasto conjunto de sectores que defendia deverem abandonar a esfera directa da autarquia e que mereciam ser geridas sob uma perspectiva empresarial e eventualmente privada. Defendia na altura que o papel primordial da Câmara deveria ser administrativo e de fiscalização mas a componente operacional deveria, sempre que possível, ter gestão de carácter empresarial, com capitais exclusivamente públicos ou não, dependendo das características do mercado. Chamaram-me maluco e utópico! No entanto, aquilo que eu considerava um exagero na altura, cerca de 1200 funcionários municipais, uma câmara que funcionava mal, que tinha uma produtividade miserável transformou-se hoje, volvidos 18 anos, numa câmara com cerca de 2200 fu...