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“C” de Coerência

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As atitudes das pessoas são sempre o espelho da sua alma, do que valem como pessoas, a imagem da sua integridade, o quanto são verdadeiras e por essa via confiáveis. Infelizmente, o povo português tem vindo a perder paulatinamente a capacidade de exigir dos seus políticos que sejam verdadeiros e cobrar deles, pelo menos nas eleições, com o seu voto. Os tempos estão para se ter memória curta. A recente notícia http://sol.sapo.pt/artigo/541443/sintra-psd-apoia-capucho-tr-s-anos-depois-de-o-ter-expulso- demonstra-nos como se pode ser tão pouco coerente na política sem receio nem vergonha por passar uma imagem invertebrada ao eleitor. Boa parte da população parece ter esquecido o que se passou nas últimas eleições autárquicas mas eu faço questão de voltar a trazer este assunto ao debate. A direcção do PSD na altura, onde pontificava Carlos Carreiras como Vice Presidente do PSD e herdeiro da presidência da Câmara de Cascais por abandono de António Capucho por motivos de sa...

MEMÓRIAS I - O PDM DE CASCAIS

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Ser-se democrata de forma convicta pode por vezes trazer dissabores. Pesa sobre a minha consciência um erro monumental que ajudou a acrescentar mais 20 anos de regabofe urbanístico em Cascais! A demora da elaboração e aprovação do PDM não foi exclusivo dos últimos mandatos da Câmara de Cascais, com António Capucho e Carlos Carreiras. Os dois mandatos de Georges Dargent, (1986/1989 e 1990/1993) de que fiz parte como vereador, já foram percursores da mesma sina. No segundo mandato, quando detive o pelouro do urbanismo no último ano, fiz um forcing enorme para concluir os trabalhos de elaboração do PDM. Uma filosofia muito restritiva em termos urbanísticos, com a intenção de preservar o que restava a preservar e manter nos núcleos urbanos consolidados a permissão de construção, e m anter intocáveis as Reserva Agrícola Nacional e Reserva Ecológica Nacional. Mas o ambiente político na altura era insustentável. O executivo PSD estava sob fogo cerrado dos promotores imobiliá...

UMA FÁBRICA DE TERRENOS …

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A Câmara Municipal de Cascais tem vindo, sem alarde, a preparar o golpe final no Planeamento Urbanístico em Cascais. Quando António Capucho foi eleito em 2002, uma das ideias força da sua campanha da coligação Viva Cascais foi suspender a “enormidade” de PDM que tinha sido aprovado por José Luís Judas com a aplicação de medidas restritivas e, no prazo de um ano, apresentar um PDM revisto em baixa, com a clara definição das zonas urbanas, a defesa da REN e da RAN e a diminuição dos índices de construção aplicáveis. À data, vindos do boom da construção e de um generoso José Luís Judas que tudo permitiu com um PDM super permissivo, a maioria da população de Cascais queria contenção urbana, um travão neste desenfreado construir para o qual já se notava falta de compradores. Carlos Carreiras, com a sua associação MOVE CASCAIS bem zurziu a cabeça de Judas acusando-o de delapidar a qualidade de vida na urbe cascalense. Outros tempos… Mas António Capucho, entupiu com a rápida revi...

O EUCALIPTO DE CASCAIS

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Há alguns padrões morais que me perseguem desde a infância e que me condicionam o comportamento enquanto pessoa. Mal ou bem os meus pais educaram-me na necessidade de respeitar os outros, não fazer aos outros o que não gosto que a mim me façam, e a viver com o que ganho com o meu trabalho, nem mais um tostão. Uma educação com princípios morais leva-nos a fazer por vezes um exercício de auto avaliação, uma espécie de exame de consciência. Não é fácil estarmos sempre de acordo com o que dizemos e fazemos mas também não conheço ninguém suficientemente perfeito para atirar a primeira pedra. Quem tem estes princípios morais tem que aprender a viver com as suas fraquezas e enfrentar um processo de “melhoria contínua”… Mas há quem não seja assim. Essa é a conclusão que sou levado a tirar após a leitura do artigo hoje publicado no Jornal i , atribuído a Carlos Carreiras. http://www.ionline.pt/iOpiniao/eucalipto-da-europa No artigo, com título sugestivo de “O eucalipto da...

SE ASSIM FOSSE, VOTAVA EM CARLOS CARREIRAS…

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Carlos Carreiras tem demonstrado que tem um plano muito bem delineado para ser o próximo Presidente de Câmara de Cascais.  É um processo que foi pensado há anos, que paulatinamente tem vindo a ser implementado e que tem origem na sua fase menos feliz em termos profissionais quando foi despedido do grupo Sousa Cintra.  Envolveu-se com a “máquina” de António Capucho e, pé ante pé, foi afastando do caminho tudo o que poderia a curto ou a médio prazo ser um potencial impedimento aos objectivos traçados.  Em 2002 defendeu que um Presidente de Comissão Política Concelhia não poderia nunca ser candidato à Câmara porque eticamente punha em causa a relação entre Comissão Política Concelhia fiscalizadora da actividade da Câmara e o executivo camarário.  Desta forma afastou das listas da Câmara o então Presidente da Concelhia Fernando Mesquita.  Hoje, com a desfaçatez que se lhe conhece, é Presidente da Concelhia do PSD e candidato à Câmara de Cascai...

VIVA CASCAIS, MAS… CUIDADO COM AS IMITAÇÕES!

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Viver Cascais foi o nome da coligação encabeçada por António Capucho , com PSD CDS e alguns representantes de movimentos cívicos, que em 2002 ganhou inequivocamente as eleições autárquicas em Cascais e trouxe a seriedade, a verticalidade e um projecto a pensar no futuro de Cascais e das pessoas que ali vivem e trabalham. Eu tive a honra de fazer parte do grupo que ajudou a tornar realidade este virar de página em Cascais. Foram 4 anos de mandato a sério, com obras municipais, escolas, infra-estruturas desportivas, culturais e sociais, uma revolução ao nível da política ambiental do município. António Capucho foi e será uma referência para todos os que acreditaram no projecto e de alguma forma tiveram a oportunidade de apoiar a sua execução. Que saudades! Em 2006 a Coligação mudou de nome: Viva Cascais . A revolução estava iniciada e ficava o convite para viver Cascais. Mas, o novo executivo enfermava de um problema grave: como numa capoeira, despontava um segundo gal...

CIDADANIA EM CASCAIS PRECISA-SE!

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Sou pela cidadania. Pela séria. Pela gestão responsável da coisa pública, em nome dos cidadãos e pelos cidadãos. Sou pela criação de mecanismos de envolvimento dos cidadãos nas decisões que lhe dizem respeito, nas que tocam na sua qualidade de vida, nas que têm repercussões no seu futuro e dos seus descendentes. Aos políticos estava reservado o papel de serem os garantes do exercício da cidadania por todos. Todos sabemos que hoje não é assim. As poucas excepções que confirmam a regra são em muito menor número do que os políticos que têm uma visão bem diversa do que é o exercício da gestão pública considerando-se o princípio, o meio e o fim das decisões tomadas, esquecendo que o lugar que ocupam é em representação dos seus eleitores. Também os eleitores há muito tempo desistiram de exigir uma correcta representação pelos políticos acabando por fazer o jogo de “deixar andar”… Em Cascais, Carlos Carreiras é um exemplo, um bom exemplo do que acabo de referir. Carlos...

Problema de Moedas? Para mim são…trocos!...

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 Um exemplo de como se pode deitar dinheiro dos contribuintes pelo cano abaixo...  Carlos Carreiras desancou o Secretário de Estado Carlos Moedas como nem António José Seguro foi capaz. Como as notícias diziam logo de manhã na passada quarta-feira, Carlos Carreiras , destacado dirigente do PSD e Presidente do Instituto Sá Carneiro, considerava que “ Um membro de um qualquer Governo que tem a 'inteligência' de produzir uma afirmação desta natureza, perante um relatório com este teor, só pode ter uma atitude - abandonar as funções governativas, deixar a política e assumir que aspira a ser consultor técnico”. Parece-me pertinente fazer alguns juízos de valor sobre esta afirmação e sobre o seu autor. Analisemos a razão do comentário. Tem Carlos Carreiras razão em estar indignado mas não pelas razões que invoca. O político deve falar simplesmente verdade e não apenas a verdade ou a parte dela que lhe convenha. Essa é a moda dos nossos Políticos dos último...

DEMOCRACIA NÃO É ISTO!

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Antes de mais quero afirmar a minha pouca apetência para a Tourada e para os espectáculos com touros. Entendo que é um emblema nacional, é um evento com interesse turístico, encerra uma actividade económica que ainda tem alguma expressão e tem ainda muitos e bons seguidores em Portugal. Pessoalmente acho o espectáculo um pouco bárbaro em relação ao trato do animal mas respeito quem gosta e reconheço que há ainda muita gente que gosta deste tipo de espectáculos. Enquanto não me obrigarem a ver touradas todas as semanas por mim está tudo bem… Se pensarmos com rigor, se não quisermos levar a hipocrisia longe de mais, a tourada é tão bárbara e tem os mesmos resultados que a actividade de um matadouro ou de um aviário. Que eu saiba, os que comem carne ainda são em muito maior número dos que os que se renderam ao vegetarianismo! Ultrapassadas as sensibilidades dos defensores dos animais, neste caso os touros, analisemos o que se passou recentemente em Cascais com a atitude do P...