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Refazer a política em Cascais

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Tenho dado alguma atenção ao estado caótico a que chegou a nossa sociedade no que respeita ao exercício do poder. E vou continuar a chamar os bichos pelos nomes, doa a quem doer! Passadas as eleições, em Cascais vamos ter mais do mesmo. Um conjunto assinalável de militantes do PSD e do PP ocuparam literalmente as cadeiras do poder, seja na qualidade de eleitos nos vários órgãos autárquicos, Freguesias, Assembleia Municipal e Câmara Municipal, seja nas várias empresas municipais ou como assessores bem pagos. A promiscuidade é maior do que o que o comum dos mortais imagina. A ocupação da estrutura do poder é feita sem regras, sem fiscalização e sem responsabilidade. Passo a explicar. Penso que o legislador que criou este modelo de organização do poder local fê-lo com a preocupação de garantir as condições de que os órgãos de cariz executivo fossem devidamente fiscalizados pelos órgãos de cariz deliberativo. As falhas da Lei e o “engenho” dos políticos trataram de ba...

PARTIDOS, DEPENDENTES E… INDEPENDENTES …

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Os Partidos há muito tempo que deixaram de ser os representantes dos eleitores na gestão da coisa pública nacional e local. Como num filme de ficção científica em que a máquina ganha vida e vontade própria, também os Partidos passaram apenas a representar-se a si próprios, que é como quem diz, passaram apenas a representar o conjunto de pessoas que tomaram conta das estruturas partidárias, agilizando-se de lugar em lugar, ora nos governos e nas empresas públicas ora nas assessorias nas câmaras e nas empresas municipais. O papel dos Partidos enquanto representantes da população deixou de fazer sentido. Mas, sendo a democracia o sistema menos mau de governo, convém não perder de vista a necessidade de, em cada momento, encontrarmos a melhor forma de lhe dar saúde, frescura, vida. Este objectivo tem norteado os meus actos mais recentes. Não pretendo afirmar-me como um exemplo, um fora de série, um iluminado, porque tal tenho a certeza de não ser. Mas todos os dias me esforço po...

SE ASSIM FOSSE, VOTAVA EM CARLOS CARREIRAS…

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Carlos Carreiras tem demonstrado que tem um plano muito bem delineado para ser o próximo Presidente de Câmara de Cascais.  É um processo que foi pensado há anos, que paulatinamente tem vindo a ser implementado e que tem origem na sua fase menos feliz em termos profissionais quando foi despedido do grupo Sousa Cintra.  Envolveu-se com a “máquina” de António Capucho e, pé ante pé, foi afastando do caminho tudo o que poderia a curto ou a médio prazo ser um potencial impedimento aos objectivos traçados.  Em 2002 defendeu que um Presidente de Comissão Política Concelhia não poderia nunca ser candidato à Câmara porque eticamente punha em causa a relação entre Comissão Política Concelhia fiscalizadora da actividade da Câmara e o executivo camarário.  Desta forma afastou das listas da Câmara o então Presidente da Concelhia Fernando Mesquita.  Hoje, com a desfaçatez que se lhe conhece, é Presidente da Concelhia do PSD e candidato à Câmara de Cascai...

VIVA CASCAIS, MAS… CUIDADO COM AS IMITAÇÕES!

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Viver Cascais foi o nome da coligação encabeçada por António Capucho , com PSD CDS e alguns representantes de movimentos cívicos, que em 2002 ganhou inequivocamente as eleições autárquicas em Cascais e trouxe a seriedade, a verticalidade e um projecto a pensar no futuro de Cascais e das pessoas que ali vivem e trabalham. Eu tive a honra de fazer parte do grupo que ajudou a tornar realidade este virar de página em Cascais. Foram 4 anos de mandato a sério, com obras municipais, escolas, infra-estruturas desportivas, culturais e sociais, uma revolução ao nível da política ambiental do município. António Capucho foi e será uma referência para todos os que acreditaram no projecto e de alguma forma tiveram a oportunidade de apoiar a sua execução. Que saudades! Em 2006 a Coligação mudou de nome: Viva Cascais . A revolução estava iniciada e ficava o convite para viver Cascais. Mas, o novo executivo enfermava de um problema grave: como numa capoeira, despontava um segundo gal...

AINDA HÁ ESPERANÇA?

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Muito se tem escrito sobre as mais recentes medidas de austeridade anunciadas pelo Primeiro Ministro na passada sexta-feira, mesmo antes do jogo da selecção nacional de futebol. Na qualidade de militante do PSD confesso-me desapontado. Muito desapontado! Eu tenho consciência que o país andou demasiado tempo a viver acima das suas possibilidades. Eu sei que as prioridades do país foram mais ditadas pelas necessidades de obras a executar pelos grandes empreiteiros portugueses do que com as reais necessidades de infra-estruturas. Um bom exemplo do que acabo de afirmar, por ser tão caricato, foi a anunciada 3ª auto-estrada Lisboa Porto, ideia lançada ainda por Sócrates e que foi abandonada já pelo actual governo. Mas, como em qualquer empresa, em qualquer família, quando aparece um deficit entre o que se gasta e o que se recebe, duas medidas podem e devem ser tomadas: analisar de que forma se podem aumentar as receitas ou verificar o que se pode cortar nas despesas. Portugal,...

EU ACREDITO...

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Há uns anos, o PSD de Cascais lançou um slogan que tinha alguma piada e tinha a capacidade de ser motor de uma certa dinâmica de vitória, envolvendo a acção de António Capucho à frente dos destinos da Câmara de Cascais – EU ACREDITO! Ricardo Leite , então Presidente da concelhia do PSD de Cascais, não sei se foi o autor do slogan, mas é dele que guardo recordação do seu uso em todas as situações em que fazia lógica o seu uso. Ricardo Leite é hoje deputado da nação, reconheço que na essência um bom deputado, alguém que se mostra muito interessado, especialmente na temática da saúde, que domina, mas que sente a necessidade de dar contas a quem o elegeu sobre o trabalho que desenvolve no Parlamento, a sua preocupação em contactar os eleitores e marcar presença nos mais variados locais, em suma, um deputado à maneira antiga e de que se vê muito pouco hoje em dia! EU ACREDITO que a maneira de fazer política é só uma, com total dedicação ao interesse público, disponibilidade t...

COMEÇAR DO ZERO

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A política Nacional em geral tem-me deixado algo céptico em relação ao nosso futuro como País. Os grandes e bons políticos foram ao longo dos tempos afastando-se ou sendo afastados pelos seus pares e hoje, de uma maneira muito transversal a todos os Partidos sem excepção, há uma mediania confrangedora nos nossos políticos com uma ou outra excepção que só serve para confirmar a regra. Se me causa preocupação e desânimo o que se passa a nível nacional, a nível local considero que a situação que se vive é não só muito preocupante como pode deixar sequelas graves na terra onde nasci – Cascais! O facto de já ter sido autarca (embora no século passado…) e de ter assumido funções de gestão e administração em empresas municipais e intermunicipais criou em mim, embora racionalmente tente convencer-me que não sou o salvador do mundo e que não vale a pena lutar contra moinhos de vento, um sentimento muito forte que nutro por este cantinho à beira do mar, entalado entre a Sintra e Oeir...

AINDA A SITUAÇÃO FINANCEIRA DA CÂMARA DE CASCAIS

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Num texto editado no passado dia 13 de Fevereiro referia aqui alguma preocupação com a saúde financeira da Câmara Municipal de Cascais e com a forma pouco pensada e algo temerária como se estava a fazer a gestão financeira da CMC. Recentemente, novos dados vieram agravar, e muito, as preocupações com este tema. A Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas editou o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses referente a 2010 que, pelo que se vê de Cascais, não indicia nada de bom. Quero aqui deixar uma referência prévia de que não estou nada preocupado com o conceito de ranking nacional. O melhor ou o pior município do País sobre seja qual for o aspecto, terá sempre uma importância relativa. Cada município tem realidades diferentes, tem necessidades diferentes, o estágio da resolução dos problemas mais pertinentes dessas populações são também muito diferentes pelo que ser primeiro ou último de per si pouca importância tem. Já a análise substantiva dos números pode e deve d...