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ANO DE ELEIÇÕES? EM CASCAIS É ANO DE OBRAR…

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  Dei-me ao trabalho de confirmar que o significado do verbo transitivo “obrar” é fazer um trabalho, pôr em obra mas como verbo intransitivo significa defecar, evacuar. Em ano de eleições, Cascais fervilha de obras para todos os gostos, umas de grande envergadura, outras nem por isso, mas Cascais, a meses das eleições autárquicas, parece um grande estaleiro. Nem tudo é mau. Embora em ciclos de 4 anos, lá vamos tendo obras, algumas muito necessárias e que merecem obviamente o aplauso dos munícipes. Isto tem um raciocínio por trás que me incute algumas dúvidas e que no fundo a atuação da Câmara parece partir do pressuposto que se a Câmara fizer obras imediatamente antes das eleições as pessoas lembram-se e vão votar na continuidade da equipa que está a gerir a autarquia. Com alguns funcionará. Com a maioria não. Para a maioria, este obrar intenso é sinónimo de chamar estúpido ao munícipe. Estes meses têm sido de visitas às obras, entrega de equipamentos e viaturas às asso...

O ADORMECIMENTO GLOBAL

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  Durante um ano estive arredado das publicações neste blogue. Não por falta de assunto, ou por falta de vontade, ou mesmo por falta de interesse por Cascais, mas, tendo eu uma visão muito crítica sobre a gestão autárquica em Cascais, não quis contribuir com mais ruído para aquilo que me parecia ser uma necessidade maior: não distrair com outros assuntos aquele que me parecia ser o prioritário, gerir todo o processo da pandemia. Embora tentado a opinar sobre alguns dos exageros perpetrados pela Câmara de Cascais sobre esta matéria, mantive o meu silêncio até aqui. Entendo que já chega. O “adormecimento global” a que temos estado sujeitos deixa-me “à beira de um ataque de nervos”! Nota-se um crescimento do mau estar em relação à gestão autárquica em Cascais, mas defensores da ação do atual executivo esgrimem os seus esfalfados argumentos com uma tenacidade assinalável. Mas tudo isto se passa envolvendo menos de metade dos interessados: os munícipes de Cascais, cuja maioria...

A MOBILIDADE EM CASCAIS

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O início do ano foi com a euforia dos autocarros gratuitos para os moradores do município de Cascais. É uma medida que em tese merece ser aplaudida. Mas merece também ser discutida. Carlos Carreiras gosta de apresentar uma imagem vanguardista, de estar à frente dos outros, de ser o primeiro, e quando pela Europa fora se começa a discutir a hipótese dos transportes públicos gratuitos nas cidades para minimizar as emissões com efeito de estufa, não hesitou e, com eleições autárquicas daqui a dois anos, vai de anunciar a medida para entrar em vigor já em janeiro de 2020. Como todas as medidas promovidas pela CMC logo se assistiu a um coro de aplausos por um lado e um coro de críticas pelo outro. Onde está a razão? Para variar está dos dois lados. A medida enquanto propiciadora de condições de mobilidade, mesmo que só dentro de Cascais, é positiva. Verdade se diga que nesta dimensão será uma medida que terá um forte impacto nos jovens e nos mais idosos. Se no que respeita ...

E PRESTAR CONTAS NÃO?...

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Em Cascais, com a liderança de Carlos Carreiras na Câmara Municipal, perdeu-se definitivamente o hábito de prestar contas do exercício do poder autárquico aos munícipes. Sei, ou sinto, que hoje a maioria das pessoas não se quer dar ao trabalho de escrutinar o mandato que entregou pelo voto ou que, porque deixou de acreditar, não foi sequer votar.   Para quem gosta de política, este seria o sinal de alarme para investir em envolver as pessoas nas decisões e na informação pública das razões das medidas tomadas e depois os resultados obtidos.   Para quem, como o grupo que manda em Cascais, gosta de usar a política para benefício próprio, não só não é um problema, como é algo que pretendem incentivar cada vez mais. Quanto maior for a distância entre os eleitores e as decisões da administração “melhor se administra” a seu bel-prazer.   Prestar contas dá trabalho e algumas decisões de administração pública em Cascais, que temos acompanhado nos últimos tempos, só com uma boa d...

LOW LEVEL

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  “Low level” para ser à moda de Cascais ou, para os que ainda não incorporaram o estilo, nível baixo, nível mesmo muito rasteiro, é o que tem de comum o trio que efetivamente manda nos destinos de Cascais . Mandar é uma forma de expressão. Quem manda nisto tudo precisa sempre de fieis executores que não se importem de fazer de conta. Este é claramente o papel desempenhado por Carlos Carreiras, Miguel Pinto Luz e Nuno Piteira. Carlos Carreiras está em fim de ciclo. Não o afirmo pelas sucessivas demonstrações de que tem que sair por razões de saúde, mas porque as suas decisões na Câmara assim o demonstram. A tentativa de “fraude administrativa” com o PDM que a queixa apresentada por João Sande e Castro no Ministério Público obrigou Carreiras a fazer marcha atrás, a aprovação do Plano de Pormenor Sul de Carcavelos, a aprovação do empreendimento no Jumbo à entrada de Cascais, o empreendimento na Praça de Touros de Cascais, a Legrand em Carcavelos, é a clara demonstração da ...

TUDO TEM UM PREÇO?

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D epois da eleição de António Capucho em 2002 com um discurso claro de contenção no crescimento urbano, luta que foi conseguida enquanto se manteve na Presidência, eis que, com a passagem da Presidência da Câmara de Cascais para Carlos Carreiras começamos a perceber movimentações que demonstram claramente que os tempos atuais estão mais virados para a euforia da construção. O episódio do golpe interrompido com a queixa apresentada por João Sande e Castro acerca da habilidade que pretenderam fazer alterando as regras do Plano Diretor Municipal “na secretaria” fez com que a CMC tivesse que reponderar algumas aprovações cirúrgicas de grandes operações urbanísticas concedidas ao abrigo da tramoia feita no PDM. A operação nos terrenos da antiga Praça de Touros, e mesmo a operação projetada para os terrenos do Jumbo de Cascais são exemplos de uma nova onda de betão que se está a abater sobre Cascais. Então no projeto da entrada de Cascais não consigo perceber que benefícios pode a populaç...

A CRUELA QUE SE CUIDE!

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Li esta semana que a grande proposta do PSD para marcar a diferença na política é a criminalização com 3 anos de prisão para quem mate animais de companhia. Fez-me reviver a história dos 101 dálmatas e o papel de Cruela desempenhado por Glen Close na versão cinematográfica. https://www.publico.pt/2019/06/08/politica/noticia/psd-quer-pena-prisao-ate-tres-anos-mata-animais-companhia-1875855 Não sei se entusiasmados com o relativo sucesso do PAN junto dos eleitores que vão às urnas votar, tomaram uma iniciativa legislativa que demonstra o quanto os Partidos políticos “estão sintonizados” com os problemas do país. A hipocrisia deveria ter limites. Deveria ser criada uma medida para a hipocrisia, e cada cidadão deveria ter um limite por ano para ser hipócrita. Quem ultrapassasse essa medida deveria ser criminalizado com, por exemplo, 3 anos de prisão. Para o PSD a prioridade, tal como para o PAN, são os animais de companhia. As vacas, as galinhas e os frangos, os coelhos os...