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ESTACIONAMENTO: UM DIREITO OU UM NEGÓCIO?

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Em Cascais a tarifa de estacionamento voltou a aumentar. Hoje as cidades e as vilas em Portugal e por essa Europa fora estão quase sempre pejadas de parquímetros ou de outras formas de estacionamento pago. As novas gerações, que sempre viveram no meio de uma floresta de parquímetros, tomam como boa e irreversível esta necessidade de pagar a utilização de um espaço público. Os primeiros parquímetros terão sido instalados em Portugal na cidade de Lisboa nos anos 60. Outras cidades e vilas foram adotando o mesmo modelo com o argumento de tarifar as zonas de estacionamento nas zonas centrais com caraterísticas comerciais para aumentar a rotatividade dos lugares de estacionamento. Afinal esta necessidade específica em meia dúzia de locais tornou-se numa mancha de óleo que passou a cobrir cada nesga de estacionamento, tendo mesmo chegado a zonas eminentemente habitacionais. O estacionamento é afinal um direito do cidadão ou podemos considerar um serviço prestado pela autarquia...

COMO UMA BOA IDEIA PODE DAR TÃO MAU RESULTADO!

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  Volto ao Orçamento Participativo em Cascais para tentar discutir o que poderia ser e o que afinal é. Mais uma vez, salvo um projeto de passeios numa rua na Freguesia de S. Domingos de Rana e um parque infantil e um jardim em Abóboda os restantes projetos são outra vez investimentos propostos em escolas, corporações de bombeiros e coletividades. Não se entende. Não se entende que uma ideia bonita de reativar a participação dos cidadãos no município onde vivem se transforme numa competição entre várias corporações de bombeiros, várias escolas e várias coletividades! A Câmara Municipal de Cascais, que deveria ter uma ideia clara sobre a valia das pretensões destas coletividades e associações, chuta para uma espécie de concurso para ver quem tem mais votos. Se a cozinha da escola A tiver mais votos do que a remoção do amianto da escola B, azar para os alunos e os familiares da escola B que vão respirar umas fibras cancerígenas pelo menos mais um ano! É triste, que um...

AFINAL PARA QUE SERVE UMA JUNTA DE FREGUESIA?

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Tenho ideias próprias sobre este assunto que me acompanham há algumas dezenas de anos sem grandes alterações. Gosto do conceito de freguesia, da proximidade das populações, de existir uma amplificação da voz do munícipe, da auscultação da sua vontade, da representação de raiz mais local no governo do município. Já tive o privilégio de estar numa câmara municipal como vereador, em Cascais, e lidar com gerações mais antigas de Presidentes de Junta que representavam cabalmente esta ideia de representação dos fregueses e de lhes dar voz junto do executivo da Câmara. Óscar Guimarães em Cascais, Vitor Silva em S. Domingos de Rana, Fernando Mesquita em Carcavelos, uns do mesmo Partido de que eu fazia parte, outros de Partidos da oposição, não se lhes notava diferença na forma como defendiam os interesses dos seus fregueses junto da Câmara. E percebia-se com clareza que para eles, primeiro estavam os fregueses e depois a filiação partidária! Mais tarde, no mandato autárquico...

GERIR SERVIÇO PUBLICO NÃO É ISTO!

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Lixo em Carcavelos   As queixas vão aparecendo, algumas com forte veemência dos munícipes, acerca da recolha de resíduos, da limpeza urbana e da falta de qualidade do serviço prestado pelas empresas ou serviços municipais na zona da grande Lisboa. Sintra é um foco, especialmente na zona mais rural, que já mereceu até reportagem televisiva.   https://www.youtube.com/watch?v=Zst5EvqiNLc Oeiras é, de há uns anos a esta parte, um exemplo de como é possível estragar um serviço municipal que já foi um exemplo nacional nos anos noventa! Cascais, que criou a sua empresa Cascais Ambiente em finais de 2005, e a que tive a honra de estar ligado à sua criação e organização dos serviços presidindo ao seu conselho de administração inicial, foi um exemplo de excelência durante uma década, mas começa agora a apresentar sinais de desnorte e de falta de sintonia com os objetivos essenciais que uma empresa deste tipo deve atingir: servir bem os seus munícipes na busca de uma ...

A LEI É PARA CUMPRIR OU HÁ EXCEPÇÕES?

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Por vezes pergunto-me se ainda haverá esperança para a sociedade portuguesa. Enraizou-se de tal forma o hábito de não ligarmos ao que nos rodeia, não ligarmos aos outros, não pensarmos no todo, na comunidade, que permitimos que os “espertos” ocupem lugares chave na sociedade e nos conduzam à condição de súbditos, de escravos da pouca vergonha. Sempre entendi que um Partido Político tem que ser uma entidade de bem , tem que defender um modelo claro de sociedade, de soluções para os problemas da comunidade, das pessoas, do território, do país. Sempre entendi que um Partido Político não é uma coisa abstrata , é o espelho das pessoas que nele militam e especialmente dos que ocupam lugares dirigentes. Sempre entendi que os dirigentes políticos dos Partidos Políticos têm que ser pessoas de bem , sérios, com pensamento político claro e bem explicado à comunidade que é chamada a acreditar neles e a votar nos diversos processos eleitorais. Algum dos meus leitores tem lembrança da...

CASCAIS CONTINUA A METER ÁGUA NA POLÍTICA AMBIENTAL

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A questão da reutilização e da reciclagem dos materiais continua a estar na ordem do dia. Desde 2003 que venho defendendo uma teoria sobre esta matéria. Na Tratolixo trabalhei com outros técnicos um Plano de intervenção para esta área, começámos a testá-lo nos quatro concelhos do universo Tratolixo, Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra, com sucesso, mas foi abruptamente interrompido por pressão de Carlos Carreiras. http://notasdeambiene.blogspot.com/ A recente notícia da Câmara Municipal de Cascais em que anunciou a “proibição” de utilização de garrafas de plástico para a água fornecendo a todos os colaboradores uma garrafa de vidro ou um cantil para reenchimento deixou-me perplexo perante a desfaçatez a que se pode chegar na utilização do marketing na política. https://www.cascais.pt/noticia/camara-de-cascais-acaba-com-consumo-de-agua-em-garrafas-de-plastico Dão-nos até a medida de dois Faróis de Santa Marta para encher por ano com garrafas de plástico que se deixam de uti...

CASCAIS, O POPULISMO E A ABSTENÇÃO

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A leitura desta notícia deixa-me ao mesmo tempo espantado, preocupado e á beira de um ataque de riso. https://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/think-tank-portugal-talks-faz-estudo-sobre-abstencao-em-portugal Ver Miguel Pinto Luz participar ativamente nesta discussão, com aquele ar de “vamos lá arregaçar as mangas e resolver isto” provoca-me este estado entrópico de sentimentos contraditórios que não resisto a comentar. Miguel Pinto Luz é um fiel seguidor (e provavelmente mentor) do que pior se tem feito na política, caminhando a passos largos para fazer falir a democracia e o que ela deveria representar de participação ativa e consciente da população, personificado pela ação de um trio de autarcas em Cascais, um líder, Carlos Carreiras, um “Think thank” Miguel Pinto Luz e um carregador de pianos e de sacos de cimento, Nuno Piteira. Este trio tem os papeis do faz de conta bem determinados: Carreiras faz de conta que manda, Pinto Luz faz de conta que pensa e Piteira fa...