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NOVA CASCAIS – O BETÃO, SEMPRE O BETÃO!

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(infografia inserida no Jornal Expresso – 7/01/2018) No início de janeiro Carlos Carreiras e Miguel Pinto Luz quiseram utilizar o Jornal Expresso para apresentar aquilo que apelidaram, não sei se eles se o jornalista, de Nova Cascais. A tónica de toda a notícia carrega um exagerado entusiasmo com a pretensa revolução que a autarquia de Cascais planeou realizar. Vale a pena olhar com atenção e perceber os pormenores, acima de tudo quem ganha e quem perde com tudo isto. Cascais ganhou uma notícia num jornal de referência, pouco mais do que isso, em minha opinião. Olhemos primeiro para a infografia. O que tem de errado? Só metade do concelho tem direito a “ser nova”! As freguesias de Alcabideche e de S. Domingos de Rana vão continuar a fazer parte da velha Cascais. A parte desprezada, onde pouco ou nada acontece, para onde o dinheiro e a atenção da Câmara de Cascais vai a conta-gotas! Dos investimentos anunciados só um está a norte da autoestrada e esse existe desde 1...

Cascais, a cegueira e a política!

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Cascais anuncia no Fórum Nacional de Resíduos que terá lugar em Abril uma “revolução” na recolha de resíduos. http://www.ambienteonline.pt/canal/detalhe/cascais A grande novidade é afinal uma versão “ made in Taiwan ” do que foi testado com sucesso pela Tratolixo em 2006 e que por teimosia foi abandonado por pressão de Carlos Carreiras e Isaltino Morais. Tentemos de forma resumida colocar o problema e as soluções plausíveis. Há uma clara necessidade de resolver de forma autónoma os resíduos orgânicos (vulgarmente apelidados de restos de comida ou de forma mais técnica RUB - resíduos urbanos biodegradáveis). É um assunto que tem vindo a constar de metas estabelecidas pela comunidade europeia e que Portugal tem vindo a ignorar. Com este objetivo, o desenho traçado na elaboração do Plano Estratégico de Resíduos de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra em 2003, de que me orgulho de ter sido um dos responsáveis pela elaboração, definiu uma estratégia para a recolha autónoma deste tipo de ...

A ERA DO PAPAGAIO

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Aviso: Se faz parte das pessoas que não tem por hábito pensar antes de formular uma opinião, não deve ler esta reflexão . Como reflexão que é, o autor pretende apenas expor um estado de alma e não tem qualquer objetivo de agredir ou ofender o leitor, muito menos de transformar este escrito num ato de sobranceria inusitada. Se vive nestas condições não leia isto, POR FAVOR! Hoje vivemos numa sociedade imediatista, e perdemos, a maioria de nós perdeu, a capacidade de pensar, refletir sobre os assuntos antes de emitir uma opinião. Perdemos também a capacidade crítica de análise do que nos rodeia e de agir para transformar o mundo. Perdemos a iniciativa. Hoje flutuamos ao longo dos dias nos fatos que nos rodeiam sem a mínima vontade de influir no nosso destino. Viajamos na maionese diária, no corrupio que se agita à nossa volta mas sempre na condição de espetador e não de ator principal. Perdemos a capacidade crítica de julgar os nossos representantes e de ajustar contas co...

ESPERANÇA OU DESENCANTO?...

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Vivemos tempos muito difíceis. A sociedade de hoje, com pequeníssimas exceções, deixou de ter futuro, visão, princípios éticos, valores. Hoje vale o hoje. Sem amanhã. Hoje contam apenas os sentimentos do momento, a preparação do amanhã só vai ser feita…amanhã. Os valores hoje não interessam. Não pesam na consciência. E se as pessoas estão sem valores, o que esperar dos Partidos políticos que são compostos de pessoas? Nada. E daí nasce o desinteresse, o afastamento da política. Os mais de 50% de abstencionistas são pessoas que deixaram de acreditar no sistema, na democracia. Os Partidos hoje não representam a vontade da população. Os partidos hoje representam a vontade dos políticos que utilizam as suas posições para a obtenção de vantagens pessoais. Mas para revolucionar os Partidos seria preciso antes revolucionar as mentalidades das pessoas, das pessoas que fazem parte dos Partidos e das restantes que as legitimam pelo voto. Não se antevê sucesso nos próxim...

E SE A ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE CASCAIS DEIXAR DE FAZER DE CONTA?

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A memória não pode ser curta. O que se passou com a aprovação do PPRUCS é demasiado grave e demonstrador do pântano em que vivemos mas que não podemos deixar que este crime seja branqueado, esquecido, relevado! http://pensarmaiscascais.blogspot.pt/2014/05/ainda-carcavelos-argumentos-ou.html Plano de Pormenor Sul de Carcavelos A operação subjacente a este Plano sempre foi discutível. Helena Roseta tomou o primeiro ato administrativo que viria a criar a ideia de irreversibilidade mas Dargent sempre teve muitas dúvidas e empurrou com a barriga, Judas tentou mas a onda de crítica da população foi tal que o fez desistir, Capucho também não mostrou muito entusiasmo em resolver este assunto e Carlos Carreiras, com o seu estilo “Aqui quem manda sou eu” resolveu aprovar este Plano antes do final do seu mandato mas com a garantia que os seus efeitos visíveis não seriam escolho para a sua reeleição…  Fica-nos a dúvida do que terá tido maior peso na sua obstinada decisão: o m...

E A SEGURANÇA?

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Nos últimos tempos a situação catastrófica vivida em Pedrógão Grande voltou a colocar a Segurança no centro da atenção pública. E temos muito caminho a percorrer para colocar a Segurança no nível aceitável. A Segurança vive de meios de minimização e de combate em caso de catástrofe ou acidente grave e de medidas de prevenção. Pode-se afirmar que ao nível dos meios de combate não estamos mal mas ao nível da prevenção deixamos muito a desejar! Esta situação deve-se a anos de política rasca, de caça ao voto e de pouca consciência do que é o papel de zelar pelos interesses da população que legitima os eleitos nas sucessivas eleições. Ninguém vai inaugurar uma faixa de contenção de incêndio mas inaugurar um carro de bombeiros até garrafa de champanhe dá direito! Neste caso, para se ser justo, o problema da insensibilidade ao problema não é um exclusivo de Cascais, é um problema infelizmente geral. Mas gostava de assistir a uma profunda alteração na forma de tratar este pro...

CASCAIS E A FÚRIA DAS OBRAS

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Cascais, desde o início do ano virou estaleiro. As obras sucedem-se numa fúria avassaladora, rumo às inaugurações que decorrerão, não é difícil de adivinhar, imediatamente antes das eleições. Dirão os apoiantes da coligação no poder que “aí está um executivo que faz obra” para demonstrar aos detractores que em Cascais, para além das Festas também se asfalta, executam estradas, jardins e parques de estacionamento. Os mais distraídos, poderão ficar com a ideia que esta Câmara até fez umas coisas neste mandato e no dia das eleições usar aquela ideia “bem estes até fizeram alguma coisa, dos outros não sabemos do que serão capazes portanto…” Para quem siga com atenção a actuação do actual executivo da Câmara de Cascais só pode estar preocupado com tudo a que estamos a assistir. Obviamente que se espera e deseja que a Câmara de Cascais, como todas as outras, deve em cada momento realizar obras novas ou de conservação como resposta às necessidades e a qualidade que os m...