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TEM CARREIRAS CONDIÇÕES PARA PRESIDIR A UMA CÂMARA?

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http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=818435 Pelo que tenho vindo a defender em relação a Carlos Carreiras fácil será conhecerem a resposta que tenho para esta pergunta. Claro que é um rotundo e peremptório NÃO! Mas permitam-me que explique porquê. Carlos Carreiras, em cima do rescaldo do incêndio que deflagrou no edifício Cascais Atrium apressou-se a vir disponibilizar a criação de um gabinete de apoio aos desalojados deste edifício. É mais um exemplo da forma como funciona a cabeça deste senhor autarca: na presença de televisões veio a correr mostrar uma disponibilidade, que desconfia nem ser necessária, mas mostra uma capacidade imediata de combate a um problema que surge. Estamos a falar de um edifício habitado por gente com boa capacidade financeira que não precisará de ajuda para alugar um quarto de hotel. Mas, porque não há Televisões para as famílias efectivamente carenciadas do concelho, como a situação que tem sido denunciada por Rui Branquinho...

VOLTAR AO PSD CASCAIS

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Um ex companheiro de partido (PSD) disse-me a semana passada que eu devia voltar ao PSD, que os Partidos só podem ser mudados por dentro, que eu sou em essência um social-democrata, que pessoas como eu fazem falta no PSD e para despedida desferiu-me um reparo do tipo “…sim, e nós (PSD) perdemos a maioria na união de freguesias de Carcavelos Parede por causa da tua lista do Ser Cascais…” Eu ri-me para ele, e disse-lhe que ia pensar no assunto… Tanta lisonja até pode fazer mal… Mas dei comigo a pensar no assunto, nas razões porque alguma vez o faria ou porque não sentiria vontade de o fazer. Tenho bons amigos no PSD, gente que muito considero e que espero que também eles continuem a considerar-me seu amigo. Tenho também bons amigos com outras filiações partidárias e tal fato nunca foi impeditivo que a amizade existente se mantenha ou até fortaleça! Mas um Partido não pode ser um grupo de amigos. Um Partido tem que ter uma carga ideológica, um Partido faz política, um Pa...

INCONGRUÊNCIAS DA GESTÃO AUTÁRQUICA DE CASCAIS

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https://www.publico.pt/local/noticia/cascais-vai-ter-uma-vila-natal-e-um-festival-de-musica-groove-1719633 Um amigo ontem comentava comigo que o Presidente da Câmara de Cascais devia ter uma boa equipa de assessores, pagos a peso de ouro provavelmente, mas que estavam a transformar a imagem de Cascais com uma sucessão de iniciativas que davam notoriedade a Cascais. Esta afirmação tomava como último exemplo a roda gigante, a pista de gelo, as barraquinhas instaladas junto aos Paços do Concelho e no Jardim Visconde da Luz agora neste período natalício. Importa ainda referir que este meu amigo reside em Sintra, mas tem por hábito vir a Cascais todos os fins de semana. Eu concordei com ele, é verdade que Cascais tem fervilhado de atividade. Mas fiquei também com uma vontade enorme de escrever este desabafo. Em que medida é que este efetivo e constatável incremento de atividades e eventos em Cascais é suficiente para confirmar que este executivo municipal está a cumprir as e...

QUE LEGITIMIDADE?

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Num momento em que tanto se fala de legitimidade para fazer governo em Portugal, se a coligação que foi a mais votada ou se uma maioria parlamentar de esquerda não anunciada em tempo de campanha, parece-me pertinente abordar o tema da legitimidade mas agora aplicado a Cascais. O edil de Cascais, também vice-presidente da comissão política nacional do PSD, tem nos últimos tempos realizado grandes raciocínios sobre o tema http://www.ionline.pt/artigo/415406/um-governo-para-quatro-anos?seccao=Opiniao_i , opiniões que considero enviesadas e desprovidas de lógica, mas não pretendo hoje e aqui discutir o governo da nação, mas o conceito da legitimidade. Nisto, Carlos Carreiras está como Frei Tomás – Bem o prega Frei Tomás; façamos o que ele diz e não o que ele faz. A atuação de Carreiras na gestão de Cascais tem tido inúmeros exemplos dessa falta de legitimidade, do esconder do eleitorado as suas verdadeiras intenções quando foi a votos, usar os meios municipais de forma capric...

UM CONTRIBUTO PARA BARALHAR

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Uma prévia declaração de interesses: Nutro simpatia por Pedro Passos Coelho, com quem tive a oportunidade de privar nos gloriosos tempos da JSD e mais tarde eu como Presidente do Conselho de Administração da Tratolixo e ele como Administrador de um grupo que detinha um Aterro Sanitário com quem a Tratolixo manteve negócios. A serenidade do Pedro sempre me inspirou, gostava da sua maneira de ver e estar na política e a forma assertiva como enfrentava os problemas e tomava decisões. Quando da sua caminhada rumo à Presidência do PSD estive na apresentação do seu livro e, embora não concordando com todas as teses nele contidas, relevei a coragem de assumir uma opinião sobre os temas, tão em desuso nos nossos dirigentes partidários. Mas infelizmente houve um momento que me causou um profundo incómodo e me fez decidir pelo não apoio da sua candidatura. Quando verifiquei quem eram “os meninos e meninas” que se perfilavam como sua entourage, Relvas, Carreiras, Pinto Luz e quejandos...

GOSTAVA…MAS NÃO TENHO!

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Gostava que Cascais, a minha terra, desse o exemplo, um bom exemplo! Gostava que a democracia fosse levada a sério e que nos tempos que correm, em que a ideologia política deixou de existir, a esquerda e a direita já não querem dizer nada, que os responsáveis políticos em Cascais assumissem a missão de voltar a trazer as pessoas para a participação cívica. Gostava que, num assunto tão importante como a discussão da estratégia para a nossa terra que o PDM deve representar, houvesse da parte dos decisores e gestores da coisa pública um esforço para tornar as decisões transparentes e participadas por todos ou pelo menos pela grande maioria da população. Gostava que os decisores tivessem tido a coragem de explicar de forma sustentada que alterações propõem introduzir no PDM de Cascais, em linguagem simples, que todos percebessem. Gostava que os autarcas que gerem em maioria a Câmara de Cascais promovessem uma grande discussão pública sobre o PDM, para que a maioria da população...

MEMÓRIAS I - O PDM DE CASCAIS

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Ser-se democrata de forma convicta pode por vezes trazer dissabores. Pesa sobre a minha consciência um erro monumental que ajudou a acrescentar mais 20 anos de regabofe urbanístico em Cascais! A demora da elaboração e aprovação do PDM não foi exclusivo dos últimos mandatos da Câmara de Cascais, com António Capucho e Carlos Carreiras. Os dois mandatos de Georges Dargent, (1986/1989 e 1990/1993) de que fiz parte como vereador, já foram percursores da mesma sina. No segundo mandato, quando detive o pelouro do urbanismo no último ano, fiz um forcing enorme para concluir os trabalhos de elaboração do PDM. Uma filosofia muito restritiva em termos urbanísticos, com a intenção de preservar o que restava a preservar e manter nos núcleos urbanos consolidados a permissão de construção, e m anter intocáveis as Reserva Agrícola Nacional e Reserva Ecológica Nacional. Mas o ambiente político na altura era insustentável. O executivo PSD estava sob fogo cerrado dos promotores imobiliá...