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ADEUS PSD… OLÁ CASCAIS!

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Ao fim de 30 anos de militância partidária activa, tendo desempenhado lugares de responsabilidade partidária e autárquica, vejo-me na necessidade de apresentar a minha demissão do PSD. Não é segredo para ninguém, nas muitas linhas que tenho partilhado neste blogue, que me move uma enorme paixão por Cascais e que tenho uma opinião muito crítica à gestão autárquica imprimida por Carlos Carreiras em Cascais. Poderia tomar uma atitude do tipo “quem boa cama fizer, nela se há-de deitar…” como diz o velho ditado, e esperar que a bronca se dê, que Carlos Carreiras ganhe as eleições e literalmente dê cabo de Cascais, com as suas fantasias, no decurso dos próximos 4 anos de mandato, para depois afirmar do alto da “minha cátedra” o quanto  eu tinha razão! Mas para mim Cascais é demasiado importante para que eu fique bem com a minha consciência ao tomar uma atitude de desinteresse. Para mim Cascais é mais importante que o PSD. Nunca vi o Partido como um fim, antes um meio q...

VIVA CASCAIS, MAS… CUIDADO COM AS IMITAÇÕES!

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Viver Cascais foi o nome da coligação encabeçada por António Capucho , com PSD CDS e alguns representantes de movimentos cívicos, que em 2002 ganhou inequivocamente as eleições autárquicas em Cascais e trouxe a seriedade, a verticalidade e um projecto a pensar no futuro de Cascais e das pessoas que ali vivem e trabalham. Eu tive a honra de fazer parte do grupo que ajudou a tornar realidade este virar de página em Cascais. Foram 4 anos de mandato a sério, com obras municipais, escolas, infra-estruturas desportivas, culturais e sociais, uma revolução ao nível da política ambiental do município. António Capucho foi e será uma referência para todos os que acreditaram no projecto e de alguma forma tiveram a oportunidade de apoiar a sua execução. Que saudades! Em 2006 a Coligação mudou de nome: Viva Cascais . A revolução estava iniciada e ficava o convite para viver Cascais. Mas, o novo executivo enfermava de um problema grave: como numa capoeira, despontava um segundo gal...

CIDADANIA EM CASCAIS PRECISA-SE!

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Sou pela cidadania. Pela séria. Pela gestão responsável da coisa pública, em nome dos cidadãos e pelos cidadãos. Sou pela criação de mecanismos de envolvimento dos cidadãos nas decisões que lhe dizem respeito, nas que tocam na sua qualidade de vida, nas que têm repercussões no seu futuro e dos seus descendentes. Aos políticos estava reservado o papel de serem os garantes do exercício da cidadania por todos. Todos sabemos que hoje não é assim. As poucas excepções que confirmam a regra são em muito menor número do que os políticos que têm uma visão bem diversa do que é o exercício da gestão pública considerando-se o princípio, o meio e o fim das decisões tomadas, esquecendo que o lugar que ocupam é em representação dos seus eleitores. Também os eleitores há muito tempo desistiram de exigir uma correcta representação pelos políticos acabando por fazer o jogo de “deixar andar”… Em Cascais, Carlos Carreiras é um exemplo, um bom exemplo do que acabo de referir. Carlos...

ESTRATÉGIA? ZERO!

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Temos hoje uma classe política medíocre porque os cidadãos portugueses há muito tempo desistiram de fiscalizar e sancionar a actividade dos políticos. Não é razoável que umas eleições aconteçam sem que exista um claro programa de actuação dos vários candidatos para o mandato a que se candidatam. Não é razoável que um político prometa uma coisa e, depois de eleito, se atreva a fazer exactamente o contrário. Não é razoável que um político que não tenha cumprido o que se comprometeu executar em campanha, ou que tenha mesmo feito exactamente o contrário do prometido, consiga ser reeleito em eleição seguinte sem que lhe seja infligido pelos eleitores o castigo merecido! Em Portugal temos muitos exemplos disto, só para recordar dois de Partidos diferentes, Durão Barroso e José Sócrates, ambos criticaram a carga fiscal, ambos prometeram não promover aumentos da carga fiscal, todos sabemos o que ambos acabaram por fazer!... Isto é possível em Portugal, no governo da Nação, nos ...

Problema de Moedas? Para mim são…trocos!...

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 Um exemplo de como se pode deitar dinheiro dos contribuintes pelo cano abaixo...  Carlos Carreiras desancou o Secretário de Estado Carlos Moedas como nem António José Seguro foi capaz. Como as notícias diziam logo de manhã na passada quarta-feira, Carlos Carreiras , destacado dirigente do PSD e Presidente do Instituto Sá Carneiro, considerava que “ Um membro de um qualquer Governo que tem a 'inteligência' de produzir uma afirmação desta natureza, perante um relatório com este teor, só pode ter uma atitude - abandonar as funções governativas, deixar a política e assumir que aspira a ser consultor técnico”. Parece-me pertinente fazer alguns juízos de valor sobre esta afirmação e sobre o seu autor. Analisemos a razão do comentário. Tem Carlos Carreiras razão em estar indignado mas não pelas razões que invoca. O político deve falar simplesmente verdade e não apenas a verdade ou a parte dela que lhe convenha. Essa é a moda dos nossos Políticos dos último...

DAR O DITO PELO NÃO DITO…

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Na passada semana, Carlos Carreiras , em artigo de opinião publicado no Jornal i, assume uma feroz crítica ao Governo e muito especialmente ao seu muito dilecto amigo e ministro Miguel Relvas a propósito da reforma administrativa em curso. http://www.ionline.pt/opiniao/refundar-reforma-administrativa Subscrevo e aplaudo as críticas formuladas por Carlos Carreiras . Nem acho interessante colocar o enfoque na alteração profunda de opinião de Carlos Carreiras sobre esta matéria ao longo do último ano. De defensor acérrimo da reforma, ao ponto de propor contra tudo e principalmente contra todos a sua aplicação em Cascais, com a redução de uma ou duas freguesias entre as seis existentes, até à recente defesa intransigente de não diminuição de freguesias e o ataque feroz à Unidade Técnica do Ministério que propõe a redução de freguesias em Cascais, Carlos Carreiras deu uma volta de 180 graus nas suas convicções expressas e assumidas. Não me parece relevante. Carlos Carre...

“DÉJÀ VU”

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Esta última semana deparei-me com notícias que me fizeram regressar doze anos atrás. Uma primeira dando conta de alguma movimentação no Partido Socialista de Cascais pretendendo reeditar uma candidatura de José Luís Judas o que, fazendo fé numa entrevista que Judas deu a um jornal, tal estará muito longe dos seus objectivos. Ainda bem para Cascais. Oito anos de José Luís Judas em Cascais, já foram demais! Mas a recordação do que foram os mandatos de Judas em Cascais e o aparecimento então de movimentos cívicos que, fora da lógica dos Partidos, lutaram por repor alguma ordem e decência no funcionamento da Câmara de Cascais e que, pela sua acção, ajudaram a criar a alternativa António Capucho, que sairia vencedora nas eleições de 2002, faz-nos ver o quanto a história se repete. Então como hoje, tínhamos uma Câmara gerida para dentro de uma clique, de costas voltadas para os cascalenses, de costas voltadas para o eleitor. Mas o mais ignóbil, o mais hipócrita d...