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Uma questão de prioridades

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Ao longo dos tempos tem existido alguma indefinição sobre o que é um bom autarca. Uma boa imagem e um bom score eleitoral ou, ao invés, uma boa leitura das necessidades e anseios dos munícipes e um trabalho profícuo na construção de um modelo de desenvolvimento económico, urbanístico e social. Defendo claramente a segunda   opção, até porque habitualmente um autarca que consiga ter boa performance a este nível, tem invariavelmente boa imagem e consequentemente bons resultados eleitorais. Um exemplo vivo disto mesmo é, apesar de todas as questões colaterais em que tem estado envolvido, Isaltino Morais. Qualquer tentativa de fazer prevalecer o “faz de conta” do marketing político, assentar o trabalho político autárquico apenas na imagem, é altamente censurável e um péssimo serviço à política e aos políticos, com a sua imagem já tão rasteira e caída em desgraça. Cascais preocupa-me. Depois do regabofe Socialista na gestão Judas, António Capucho trouxe a Cascais uma cultura de rigor,...

Dia 5 Vou Votar, em Consciência!

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A Minha decisão está tomada. No próximo dia 5 de Junho, conscientemente, voto no PSD para eleger Pedro Passos Coelho como o próximo Primeiro Ministro de Portugal. São muitas as razões que me levam a tomar esta decisão até porque há já algum tempo que me recuso a definir o meu sentido de voto apenas por questões coloridas ou partidárias. Sou militante do PSD, é certo, mas recuso-me a aceitar a ditadura dos Partidos e das suas máquinas de triturar decisões. Gosto de verdade. Gosto de transparência. Gosto de verticalidade. Estes são provavelmente os argumentos mais fortes que me levaram a decidir o meu voto nas próximas legislativas. Permitam-me que me explique melhor. Conheço Pedro Passos Coelho desde os anos oitenta. Era eu dirigente associativo no IST e ele dirigente nacional da JSD. Sempre o conheci como homem ponderado. Em tempos de liderança do PSD mais musculada, nos tempos de Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, então Presidente da JSD, nunca abdicou de fazer vincar as o...

Já começa a faltar paciência...

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Afinal o mais importante, o mais motivador, o mais noticiado, é saber-se de quem é a culpa! De quem é a culpa de termos chegado a esta situação, neste país, o (ainda) nosso Portugal? Saber-se de quem é a culpa vai ajudar-nos a sair deste atoledo? Em minha opinião a culpa será de todos, ou de quase todos os cidadãos portugueses. Passo a explicar o meu ponto de vista. A culpa é dos governantes que não foram competentes, que tiveram falta de visão para antecipar o futuro, que foram facilitistas, que buscaram a aceitação fácil do povo, atrás do voto, sem assumirem as implicações dos seus actos para o futuro. A culpa é dos Políticos dos partidos da oposição que se limitam a votar contra tudo sem uma única ideia construtiva, uma proposta viável, uma só para amostra. A culpa também é dos cidadãos que não votam e dos que votam perdoando as mentiras das promessas dos Partidos não cumpridas. Sendo todos culpados, mesmo que em quotas de responsabilidade diferentes, o sabermos quem são os culpados...

Tratolixo - O fim de uma estratégia ou simplesmente sem estratégia?...

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Fez ontem 4 anos que participei no último acto público, na qualidade de Presidente do Conselho de Administração da Tratolixo EIM. Tratou-se da apresentação de uma comunicação sobre o tema “Reforço de Reciclagem” no âmbito de uma Conferência que decorreu no Hotel Tivoli Tejo. Neste dia defendi, com base nos números de gestão da Tratolixo e da experiência da implementação do Plano Estratégico de Resíduos de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra que a solução era claramente apostar na reciclagem e na reutilização dos resíduos sólidos urbanos e que esta solução era económica e ambientalmente sustentável. Contra os "amigos da incineração e da facilitação" assumi com clareza uma opção estratégica de promoção das recolhas selectivas. Infelizmente, nesse mesmo dia estava a tomar posse o novo Conselho de Administração da Tratolixo, a ser presidido por Domingos Saraiva e composto ainda por mim próprio, como Vice-Presidente, Vítor Castro, Luís Realista e Lino Ramos. Viria a perceber nos dias...

Não há só uma “Geração à Rasca”! À “rasca” estamos todos!

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Hoje toma posse para o seu segundo mandato como Presidente da República Portuguesa, o Prof. Aníbal Cavaco Silva. Período este conturbado na vida política portuguesa, que apresenta sinais claros de que este ciclo político está a chegar ao fim. Os sinais são de uma evidência extrema. Junte-se “Os Homens da Luta” e a sua vitória no Festival da Canção, a entrevista de Pedro Santana Lopes no fim de semana em que assume o seu cansaço do PSD e admite a possibilidade de promover um novo Partido, a manifestação marcada da “Geração à Rasca”, só para citar alguns exemplos, são claros sinais de falência do sistema político instalado em Portugal. Poderão perguntar o que têm a haver Festivais com manifestações e anúncios de criação de novos Partidos? Em minha opinião são sinais de que chegou ao fim a paciência de uma boa parte da população portuguesa relativamente aos responsáveis pela governação do País. Perdoem-me os leitores destas linhas mas não vou fazer coro com a tese actual da Geração à Rasc...

A Suspensão de Mandato de António Capucho…

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Confesso a minha tristeza com a notícia de suspensão do mandato de António Capucho da Presidência da Câmara Municipal de Cascais, por motivos de saúde. É um sentimento verdadeiro a que associo uma forte preocupação em relação ao futuro. Ao futuro de Cascais. Antes de mais preocupam-me as razões e quero, daqui destas linhas, desejar ao Dr. António Capucho o rápido restabelecimento da situação de doença em que se encontra. Naturalmente, sucede na Presidência da Câmara o Dr. Carlos Carreiras, número dois da lista do PSD e até aqui Vice-presidente da Câmara. António Capucho habituou-nos (aos militantes do PSD e do PP e aos munícipes de Cascais) ao rigor, à seriedade, à educação no trato, do mais humilde à mais ilustre condição, ao carinho por causas sociais, ao amor pelo fenómeno desportivo, ao sincero interesse pela Cultura, à defesa do ambiente e à sua entrega incondicional na defesa dos interesses de Cascais. António Capucho sempre demonstrou grande elevação no relacionamento com todas ...

Residuos Sólidos Urbanos - O fim de uma estratégia!

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Apresentei no passado dia 14 de Janeiro o meu livro “Resíduos Sólidos de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra: O Fim de uma estratégia!” Numa sessão despretensiosa, que se realizou no Navio Ópera, tive a oportunidade e o prazer de ter junto a mim o Engenheiro Álvaro Costa, que procedeu à introdução do tema Plano Estratégico de Resíduos. A minha intervenção acabou por ser um pequeno resumo dos erros que entendo foram cometidos com as alterações introduzidas no Plano Estratégico de Resíduos de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra e que a prazo irão decretar a falência do modelo que se passsou a seguir a partir de 2007. Sendo um livro que fala de questões técnicas relacionadas com a gestão e o tratamento de resíduos sólidos urbanos, é talvez um pouco denso para quem não esteja familiarizado com o tema. Porque as coisas não acontecem por geração espontânea, escrevo também acerca de pessoas. Não dos seus pecadilhos, da sua maneira de estar na gestão dos dinheiros públicos, nem mesmo sobre questões p...