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Conhecimento ou estatística?

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Confesso a minha indignação pelo estado a que já chegou a educação em Portugal e preocupo-me com a recente notícia dada pela Ministra da Educação de que se irá caminhar para o fim dos “chumbos” no ensino obrigatório. Afinal ainda era possível fazer pior! A análise dos últimos 25 anos da educação em Portugal devia trazer-nos, enquanto cidadãos, bem preocupados com o caminho que leva o ensino e a educação neste país. Roberto Carneiro, no final dos anos oitenta, foi o último grande Ministro da Educação que os sucessivos governos da república tiveram. Homem de uma cultura extraordinária, conhecedor dos fenómenos da educação, comunicador nato, de uma simpatia e dinamismo contagiantes, foi claramente o motor de uma revolução na Educação que ficou a meio. A revolução então pretendida exigia dinheiro, muito dinheiro, que infelizmente o Primeiro Ministro da altura, Aníbal Cavaco Silva, não queria ou não podia disponibilizar. A saída de Roberto Carneiro do governo, com a “revolução d...

NUTRICIONISTA PRECISA-SE!

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Autarquias habituaram-se a “comer mal” e engordaram. Presentemente estão feias, flácidas e cheias de celulite! Onde é que vamos arranjar nutricionista para as “curar”? Em 1992, numa reunião da Câmara Municipal de Cascais, onde fui autarca, apresentei um estudo com um vasto conjunto de sectores que defendia deverem abandonar a esfera directa da autarquia e que mereciam ser geridas sob uma perspectiva empresarial e eventualmente privada. Defendia na altura que o papel primordial da Câmara deveria ser administrativo e de fiscalização mas a componente operacional deveria, sempre que possível, ter gestão de carácter empresarial, com capitais exclusivamente públicos ou não, dependendo das características do mercado. Chamaram-me maluco e utópico! No entanto, aquilo que eu considerava um exagero na altura, cerca de 1200 funcionários municipais, uma câmara que funcionava mal, que tinha uma produtividade miserável transformou-se hoje, volvidos 18 anos, numa câmara com cerca de 2200 fu...

UMA DIETA LEVE PRECISA-SE!

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A organização do Estado está carregada de gorduras. O momento económico que atravessamos aconselha a que tomemos medidas como as que muitos decidem com a chegada do Verão: Temos que fazer uma dieta que nos “adelgace a silhueta”!... O Estado Português precisa e muito de encarar este Verão como se fosse o último em que pode brilhar de biquini! Há empresas que não fazem sentido continuar na mão do Estado. Outras acredito que sim, mas mesmo em relação a este tipo de decisão parece-me fundamental uma ampla discussão e consensualização. Uma maioria significativa dos portugueses vai ter que se entender acerca disto. Não faz sentido ora vender ora intervencionar consoante o vento esteja de norte ou de sul… Mas acredito que uma parte do problema, aquele que mais nos assusta, esteja na utilização das empresas públicas como forma de mascarar e adiar o cumprimento de compromissos do Estado. Veja-se o que se passa com o sector dos transportes. Carris, CP, REFER, Metro de L...

POLÍTICOS DE TIGELA INTEIRA...

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... Porque já estou farto dos de meia tigela! É uma expressão antiga mas tão actual. Faço parte dos que ainda acredita que fazer política pode ser uma actividade nobre, pode e deve ser feita com elevação, sem "caceteirismo" e no respeito das ideias diferentes e das diferenças. O problema que hoje vivemos na política é a quase total falta de ideologia, de modelos, de projectos alternativos de exercício do poder. Alguém consegue hoje identificar bem o que divide ideologicamente o PSD do PS? Eu, confesso militante do PSD, não sou capaz de identificar! Nem eu, nem ninguém no seu perfeito juizo! Ou seja, acabo por ser do PSD por teimosia, por tradição ou porque é aqui que ainda encontro companheiros antigos de outros tempos de política. É razão suficiente? Para mim ainda é mas, os mais novos, como se sentirão atraídos para a nobre arte da política? Alheiam-se da política ou votam nos de "discurso bonito" tipo Bloco de Esquerda! E este é o problema fundamental da Política...

Vamos Acabar com as Empresas Municipais?...

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Tenho ouvido nos últimos tempos alguns altos dignitários políticos portugueses, de vários quadrantes políticos, a insurgirem-se contra as Empresas Municipais e defendendo a sua extinção. Este pseudo movimento defende que é nas empresas municipais que existe o desperdício, o emprego duvidoso, ou seja “os tachos”. Sei que é fácil e está na moda dar pancada em tudo o que é municipal e público mas, manda a verdade, que não se tome a parte pelo todo e que se analise com profundidade o que são as empresas municipais, para que servem, as boas e as más, que medidas devem ser preconizadas, para garantir que são descontinuadas apenas as Empresas Municipais que não têm razão de existir. Uma Empresa Municipal não é despesista, criadora de desperdício e de emprego fácil e falso só porque é empresa ou porque é municipal. Se estivermos atentos vemos tantos exemplos de desperdício e de emprego fácil e falso nas Câmaras, na Administração Central e nas Empresas Públicas em geral que se torna fal...

A Pensar em Cascais

Gosto muito de Cascais. Nasci numa pequena localidade deste concelho e tive a grata oportunidade de durante uma boa parte da minha vida ter trabalhado por Cascais, ter lutado por Cascais e, desculpem a imodéstia, ter feito coisas boas em Cascais. Irei aproveitar este espaço para abordar algumas delas mas acima de tudo para dar cor e letra a algum desassossego que esta terra me continua a induzir. Desconfianças sobre algumas opções na gestão autárquica ou simples opiniões porventura divergentes do pensamento dominante. Gosto muito de política. E ainda gosto muito do PSD. Nem sempre gosto do que vejo e oiço, longe vão os tempos de 1983, altura em que me tornei militante deste Partido. Mas não consigo ser carneiro. Não abdico de pensar pela minha cabeça e agir pela minha consciência. Gosto muito da actividade social. Sou, há já mais de seis anos, dirigente do Clube de Futebol de Sassoeiros, o que a par das dores de cabeça que gerir "entidades por definição falidas" sempre propor...