domingo, 27 de maio de 2018

EM CASCAIS, EM PRIMEIRO AS “TRENDS”


Cascais segue definitivamente um caminho de costas voltadas para os seus munícipes.
As políticas implementadas por Carlos Carreiras e o seu executivo demonstram um total desprezo pelos residentes no concelho adotando medidas que visam apenas o reconhecimento nacional, a inclusão nas últimas tendências, o reconhecimento e aplauso dos opinion makers.
Cumprir aquele que deveria ser o primeiro objetivo de uma Câmara, que é zelar pelos interesses dos seus munícipes, daqueles que “pagam as festas” com os seus impostos, aparece em último lugar nas prioridades desta Câmara. A exceção abre-se apenas a seis meses do período eleitoral onde não há ciclovia, jardim ou passeio que não seja remexido à pressa como postal para guardar no dia das eleições autárquicas!...
Isto é possível porque os tempos que correm permitem conjugar a falta de escrúpulos da equipa que dirige os destinos do executivo social democrata em Cascais com a apatia, a falta de escrutínio instalado no povo português, e também na população de Cascais.
As pessoas desistiram de se indignar.
Os exemplos são inúmeros mas uma reunião que tive esta semana á noite em Parede que me obrigou a perder 20 minutos da minha vida para conseguir estacionar o meu carro sem importunar a circulação viária, embora em local passível de ser multado (duas rodas em cima do passeio e a impedir o acesso fácil ao ecoponto) relembrou-me o assunto estacionamento.
A política desenvolvida por Carreiras nesta matéria é simples: se há pouco estacionamento vamos taxá-lo com parquímetros, a procura é grande a oferta é pouca, dinheiro em caixa!
As tendências modernas aconselham (e bem!) que se cuide das acessibilidades e da mobilidade das pessoas com deficiência pelo que então vamos restringir a utilização dos passeios com ocupação de carros, colocando pilaretes. Medida correta na preservação dos direitos e das condições de vida para as pessoas com mobilidade reduzida mas que implica uma ainda maior redução de lugares de estacionamento disponíveis.
Perguntas que se podem colocar:
·         Os detentores de viatura própria não têm direito a ter estacionamento nas proximidades das suas residências, em número suficiente para as suas viaturas e eventualmente algum visitante?
·         O IMI que pagamos não nos dá direito a ter estacionamento suficiente para a nossa residência?
·         O IUC que pagamos da nossa viatura também não nos garante o direito a termos estacionamento em quantidade suficiente quando nos deslocamos na urbe?
·         De quem é a responsabilidade de garantir o adequado ordenamento do território?
·         De quem é a responsabilidade do licenciamento das habitações e dos edifícios de comércio e serviços?
Este é o meu ponto.
A Câmara, o executivo da Câmara é responsável por dar resposta a esta carência!
No passado licenciaram-se fogos com poucos ou nenhuns lugares de estacionamento, hoje a população tem maior número de viaturas próprias e portanto maior necessidade de lugares de estacionamento, duas verdades indesmentíveis.
Quem gere o dinheiro dos nossos impostos para nos garantir respostas adequadas aos nossos problemas, para assegurar uma adequada qualidade de vida, é a Câmara portanto, enquanto entidade responsável, é a Câmara Municipal e o seu executivo que tem que encontrar respostas para estes e outros problemas dos habitantes, dos munícipes.
Em Cascais, tudo isto é gerido ao contrário. Colocam-se parquímetros nas praias, nas zonas residenciais e claro nos centros das localidades de Cascais.
Experimentem ir à Parede com viatura própria e depois contem-me o resultado! Mas vão com tempo, porque vão precisar de muito!
O estacionamento é um direito da população. Se não há suficiente estacionamento para a procura é à Câmara Municipal que compete encontrar soluções.
Criem-se silos automóveis nos centros das localidades, ou parques de estacionamento nas periferias e crie-se sistemas de mobilidade.
Mas não arranjem mais soluções tipo Mobicascais. Auscultem primeiro as pessoas, o que estão disponíveis para utilizar e em que condições.
Autocarros e minibus a circular vazios no concelho de Cascais já temos em excesso!...


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