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sexta-feira, 11 de março de 2016

VOLTAR AO PSD CASCAIS

Um ex companheiro de partido (PSD) disse-me a semana passada que eu devia voltar ao PSD, que os Partidos só podem ser mudados por dentro, que eu sou em essência um social-democrata, que pessoas como eu fazem falta no PSD e para despedida desferiu-me um reparo do tipo “…sim, e nós (PSD) perdemos a maioria na união de freguesias de Carcavelos Parede por causa da tua lista do Ser Cascais…”
Eu ri-me para ele, e disse-lhe que ia pensar no assunto…
Tanta lisonja até pode fazer mal…
Mas dei comigo a pensar no assunto, nas razões porque alguma vez o faria ou porque não sentiria vontade de o fazer.
Tenho bons amigos no PSD, gente que muito considero e que espero que também eles continuem a considerar-me seu amigo.
Tenho também bons amigos com outras filiações partidárias e tal fato nunca foi impeditivo que a amizade existente se mantenha ou até fortaleça!
Mas um Partido não pode ser um grupo de amigos.
Um Partido tem que ter uma carga ideológica, um Partido faz política, um Partido luta pelo poder para que o possa exercer em nome dos cidadãos que, pelo voto, os mandatam para gerir os destinos do país ou de uma qualquer autarquia.
Mas um Partido tem que funcionar em democracia, tem que ser internamente o espelho do que é a atuação do Partido no uso do mandato pelo voto dos cidadãos.
Ora o PSD há muito tempo que deixou de ter um funcionamento democrático em Cascais e no País!
E se foi Cascais que me fez escrever uma carta de demissão, confesso que o que tenho visto na direção nacional do Partido não é muito diferente!
O que me incomoda é que os militantes deixaram de ter espaço onde possam expressar opinião e depois abdicaram de ter opinião.
Desde que quem manda, garanta o acesso ao poder, pouco importa de que forma manda ou o que faz!
No meu entendimento não pode ser assim.
Recordo o último Plenário do PSD a que fui antes de abandonar o Partido. Das setenta pessoas que estavam presentes, mais de cinquenta detinham lugares de nomeação política (administradores de empresas municipais, autarcas, assessores) dependentes do Presidente da Câmara que, “só por acaso”, era na altura também o Presidente da Concelhia do PSD.
A única voz dissonante naquele Plenário, que fez uma intervenção a discordar de uma ou outra medida que então estava a ser implementada, foi agredido verbalmente, enxovalhado e claramente amaldiçoado e proscrito!
Os restantes, ou abandonaram a sala (acho que fui só eu) ou ficaram calados a acenar com a cabeça em sinal de concordância…
Este é o tipo de comportamento que existe atualmente no PSD.
Hoje uma boa parte dos militantes parece olhar para os Partidos como se olha para um Clube de Futebol.
Somos do Benfica ou do Sporting porque sim. Nas discussões de “futebolada” não interessa nada quem é melhor, quem jogou bem ou quem marcou golos, a nossa equipa se ganhou, ganhou bem, e se perdeu foi certamente roubada…
Um Partido não pode ser vivido assim.
A política é demasiado nobre e tem demasiada importância na vida das pessoas para que a olhemos de forma acéfala!
Eu já fui Presidente da Concelhia do PSD de Cascais, julgo que ainda estará lá numa parede a minha foto entre as de todos os outros que ocuparam o cargo, e naquele tempo já longínquo, não era assim que as coisas se passavam!
Os tempos são outros mas a Política, tal como era feita na altura, não perdeu atualidade.
Por isso julgo que estou em condições de responder à pergunta que me coloquei.
Vou ser capaz de voltar ao PSD?
Não me parece. Não vou querer fazer parte de um Partido onde as pessoas deixaram de ter opinião própria e de ter coragem de a afirmar.

Há uma grande diferença entre liderança política e pastoreio!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

UM CONTRIBUTO PARA BARALHAR

Uma prévia declaração de interesses:
Nutro simpatia por Pedro Passos Coelho, com quem tive a oportunidade de privar nos gloriosos tempos da JSD e mais tarde eu como Presidente do Conselho de Administração da Tratolixo e ele como Administrador de um grupo que detinha um Aterro Sanitário com quem a Tratolixo manteve negócios.
A serenidade do Pedro sempre me inspirou, gostava da sua maneira de ver e estar na política e a forma assertiva como enfrentava os problemas e tomava decisões.
Quando da sua caminhada rumo à Presidência do PSD estive na apresentação do seu livro e, embora não concordando com todas as teses nele contidas, relevei a coragem de assumir uma opinião sobre os temas, tão em desuso nos nossos dirigentes partidários.
Mas infelizmente houve um momento que me causou um profundo incómodo e me fez decidir pelo não apoio da sua candidatura. Quando verifiquei quem eram “os meninos e meninas” que se perfilavam como sua entourage, Relvas, Carreiras, Pinto Luz e quejandos, percebi que a esperança estava praticamente perdida.
Infelizmente tive razão.
Ainda valeu uma última réstia de esperança que a determinação e convicções firmes de Pedro Passos Coelho se sobrepusessem às más influências do “pessoal dos bastidores” mas não foi isso que aconteceu.
Pedro Passos Coelho podia ter marcado a diferença para uma nova forma de fazer política, em nome de Portugal e dos Portugueses e não em nome de mesquinhos e obscuros interesses, mas não foi isso a que assistimos.
Momento alto para ter marcado esta diferença foi no início do mandato.
Deveria ter optado por chamar o PS, então vergado pelo peso da derrota eleitoral alcançada, e tratar de encontrar um denominador comum ao bloco central dos interesses para os grandes temas nacionais.
Que projeto de país, que solução para a Segurança Social, que modelos para a Justiça, a Educação e a Saúde, são questões que não podem ser alvo de mudanças estratégicas de 4 em 4 anos!
Isto são assuntos estruturantes para o país e exigem um amplo consenso nacional! 
Acreditei que Pedro Passos Coelho tivesse a coragem de, mesmo contra os galos da sua capoeira, conseguir colocar em primeiro lugar os interesses do país.
Mas não.
A opção foi explorar até à exaustão a culpa, o passado, o que estava mal e por culpa de quem, e o país teve que esperar…
Mais do mesmo.
E isto leva-me ao seguinte raciocínio:
Nem no PSD, nem no CDS ou no PS existem pessoas com a capacidade de colocar os interesses do país á frente dos seus próprios interesses ou do Partido em que militam.
Esta é a razão por que não acredito na bondade do voto útil.
Para mim o conceito do voto útil é completamente inútil e nocivo para o futuro do País.
Resolver Portugal, o V Império esperado por Pessoa, vai ter que ser construído fora da lógica dos Partidos do “centrão”!
A matemática diz-nos que um conjunto de pequenos bocados, somados, pode ser igual à unidade.
Tentemos desta vez dar voz aos Partidos sem experiência parlamentar. Tentemos votar pelas propostas que nos façam e não na perspectiva da sondagem que aponta que vai ganhar A, B ou C!
Se formos exigentes, se soubermos sair da nossa zona de conforto e nos envolvermos na solução, acredito que é possível colocar este País outra vez nos carris.
Há pequenos Partidos com propostas engraçadas, bem pensadas.
Há soluções interessantes para a reorganização do estado, para a alteração da lei eleitoral, para a educação, para a saúde, para o ambiente. Se já estamos habituados que as propostas dos Partidos do arco governativo nunca são para cumprir, porque não experimentar diferente desta vez?
E atente-se que 50% do eleitorado já deixou de ir votos. E se uma boa parte decidir voltar ao exercício do seu direito inalienável de votar e votar fora dos Partidos do arco do poder?
Poderia estar aqui a refundação da nossa apodrecida democracia…
Baralhar as contas no Parlamento pode bem significar que o povo português possa finalmente tirar o “pé do penico”…
Vamos experimentar?



domingo, 24 de novembro de 2013

Refazer a política em Cascais


Tenho dado alguma atenção ao estado caótico a que chegou a nossa sociedade no que respeita ao exercício do poder.
E vou continuar a chamar os bichos pelos nomes, doa a quem doer!
Passadas as eleições, em Cascais vamos ter mais do mesmo.
Um conjunto assinalável de militantes do PSD e do PP ocuparam literalmente as cadeiras do poder, seja na qualidade de eleitos nos vários órgãos autárquicos, Freguesias, Assembleia Municipal e Câmara Municipal, seja nas várias empresas municipais ou como assessores bem pagos.
A promiscuidade é maior do que o que o comum dos mortais imagina.
A ocupação da estrutura do poder é feita sem regras, sem fiscalização e sem responsabilidade.
Passo a explicar.
Penso que o legislador que criou este modelo de organização do poder local fê-lo com a preocupação de garantir as condições de que os órgãos de cariz executivo fossem devidamente fiscalizados pelos órgãos de cariz deliberativo.
As falhas da Lei e o “engenho” dos políticos trataram de baralhar o conceito de que resultou a situação actual.
Hoje vemos as mesmas pessoas a fiscalizar e a serem fiscalizadas conforme o chapéu que decidem trazer na cabeça.
Convido o caro leitor a fazer o seguinte exercício:
Quantos nomes aparecem repetidos nas listas da coligação Viva Cascais para os vários órgãos autárquicos, quando comparados com os restantes órgãos, com as administrações das empresas municipais, com os lugares de assessores ou mesmo de funcionários municipais?
São muitos não são?
Esta teia serve a quem e para quê?
Não há segredos, o poder está na mão de um grupo confinado de pessoas que por, razões não do interesse geral ou da comunidade mas antes pelo interesse pessoal ou o da sua carteira, controlam as decisões ou pior, cumprem as decisões de um reduzido directório que tomou conta de Cascais e fazem-no sem espírito crítico ou discussão!
Alguém mais tarde ou mais cedo vai ter que colocar um redondo ponto final nesta forma hermética e pouco democrática do exercício do poder.
Não vejo que sejam os Partidos do arco da governação, PSD, PS e PP a tomar a iniciativa de mudar a lei neste particular e também não vejo nos restantes Partidos grande apetência por resolver esta situação. Talvez a salvação acabe por resultar da acção dos movimentos independentes. Talvez…
Mas há medidas urgentes que poderão trazer um pouco mais de dignidade, verdade e verticalidade à actuação dos eleitos.
Atrevo-me a deixar algumas sugestões em modo de iniciador de discussão.
1 - Um autarca de um órgão executivo, seja presidente ou vereador de uma Câmara Municipal ou Presidente ou vogal de uma Junta de Freguesia não deveria poder ser eleito mais de 3 vezes consecutivas nem transitar de um órgão executivo para outro.
2 – Um autarca de um órgão deliberativo, seja Assembleia Municipal ou de Freguesia não pode ter qualquer vínculo com a autarquia a que se candidata ou seja, não deveria ser possível ser ao mesmo tempo membro da Assembleia Municipal e funcionário, assessor ou mesmo administrador de qualquer das empresas ou associações da Câmara ou mesmo funcionário municipal. Quem é funcionário deve ser fiscalizado pelos órgãos deliberativos. Ser fiscal da sua própria actividade parece pouco sério, não é?...
3 – Também parece pouco saudável a dança de cadeiras a que assistimos. Esta tendência para o “trata de mim que a seguir trato eu de ti” tem de acabar! Não deveria ser permitido que ao fim de 3 mandatos consecutivos um autarca possa de seguida ser nomeado para uma qualquer administração de empresa municipal ou estabelecer contrato de trabalho ou de assessoria com a Câmara ou com qualquer das suas estruturas empresariais. O inverso também me parece inaceitável. Quem por nomeação tenha feito três mandatos consecutivos numa administração de uma empresa municipal não deve poder ser candidato a qualquer cargo numa autarquia.
4 – Julgo que deverá ser discutido a possibilidade de tornar obrigatório o voto. É inaceitável que menos de 50% dos eleitores se pronunciem nas eleições e o poder com maioria absoluta seja alcançado com o voto de pouco mais de 16,2% dos eleitores como aconteceu em Cascais!

E sobre isto nem vale a pena o argumento do respeito do direito democrático de cada um decidir se vota ou não. Há maior atentado à democracia que permitir que uma minoria possa impor a sua vontade à maioria?
Não somos inocentes ao ponto de acharmos que os políticos se comportariam da maneira que hoje o fazem se suspeitassem que todos os eleitores, nomeadamente os que se cansaram das suas tropelias e primam hoje pelo abandono ou o desprezo pela classe política, tivessem eles, todos, que ir participar no ato eleitoral…
Outro galo cantaria!...
Temos que nos consciencializar que viver a democracia não é apenas falar dela.
Chamar toda a gente a participar não se faz com o logro do orçamento participativo! Democracia participativa não é o resultado do voto telefónico de algumas centenas de pessoas que se congratula com a grande obra que possa ser a construção de um parque infantil para cães!
Sei que a maioria das pessoas está desencantada, farta de mentira e de oportunistas.
Sei que isso é mau para a democracia.
Mas também sei que chamar as pessoas a participar activamente nas decisões da gestão da coisa pública tem que partir da vontade dos políticos de trazer transparência a essa gestão, ter uma relação de verdade com o eleitor.
Isso não está ao alcance de todos!
Isso, não está ao alcance da actual classe política que dirige os destinos do nosso concelho.

Verdade e transparência? O que é isso para eles?

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O EUCALIPTO DE CASCAIS



Há alguns padrões morais que me perseguem desde a infância e que me condicionam o comportamento enquanto pessoa.
Mal ou bem os meus pais educaram-me na necessidade de respeitar os outros, não fazer aos outros o que não gosto que a mim me façam, e a viver com o que ganho com o meu trabalho, nem mais um tostão.
Uma educação com princípios morais leva-nos a fazer por vezes um exercício de auto avaliação, uma espécie de exame de consciência.
Não é fácil estarmos sempre de acordo com o que dizemos e fazemos mas também não conheço ninguém suficientemente perfeito para atirar a primeira pedra.
Quem tem estes princípios morais tem que aprender a viver com as suas fraquezas e enfrentar um processo de “melhoria contínua”…
Mas há quem não seja assim.
Essa é a conclusão que sou levado a tirar após a leitura do artigo hoje publicado no Jornal i, atribuído a Carlos Carreiras.
No artigo, com título sugestivo de “O eucalipto da Europa” discorre-se um conjunto de ideias sobre Angela Merkel nomeadamente o seu papel cinzento ou negro em relação à Europa e ao seu futuro e a importância das eleições na Alemanha.
Quanta analogia podemos nós fazer em relação a Cascais e às próximas eleições autárquicas.
Troque-se Merkel por Carreiras, Alemanha e Europa por Cascais, e temos um quadro com tantas semelhanças que assusta!
Quem consegue fazer a análise sobre os outros de forma tão assertiva é uma pena não ser capaz de na mesma medida o fazer sobre si mesmo e a sua ação!
Carlos Carreiras prepara-se para ser a Merkel de Cascais: Um forte eucalipto que irá secar tudo à sua volta.
E se lhe sobra em política falta em humanismo, se tem uma vontade imensa de se afirmar como líder incontestado, não faz o mínimo esforço de o ser pela razão optando sempre pela força.
Carreiras quer ser líder, quer ter o poder, mas não tem paciência nem perseverança para o ganhar no reconhecimento e confiança dos seus pares, usurpa-o!
Faz-me muita confusão, (ou talvez não…) que homens reconhecidos democratas de sempre, como Francisco Balsemão ou Marcelo Rebelo de Sousa, aceitem como bom este modelo de exercício de poder. Mas a vida empurra-nos a fazer coisas que no nosso perfeito juízo provavelmente não faríamos…
As próximas eleições serão capitais na definição do futuro de Cascais.
Carreiras já demonstrou em muitas situações nos últimos anos que o seu objetivo principal pouco ou nada está relacionado com Cascais e as suas gentes. O seu objetivo principal e único é a obtenção do poder. E não julguem que lhe chega ter poder, para Carreiras o poder tem que ser absoluto.
Demonstrou uma falta de respeito pela história de Cascais ao apagar a marca Estoril, um desrespeito avassalador pelo munícipe contribuinte pela forma como esbanja dinheiro em Festas e Conferências de utilidade duvidosa, o fulgor e o dinheiro gasto na “reorganização” das empresas municipais para apagar toda e qualquer marca de António Capucho, a forma despudorada como criou uma máquina dentro do universo da Câmara para trabalhar não em prol de Cascais mas em prol de Carreiras! Operadores de Câmara, aprendizes de jornalistas, uma horda de novos empregos pagos pelo erário público que não foram gerados pelas necessidades de servir os munícipes e Cascais.
Já pensaram que com menos 300 boys pendurados no orçamento, menos Festas e Conferências, muito provavelmente era possível fazer mais obra e diminuir os impostos e as taxas cobrados pelo Município, aliviando a corda que nos faz o garrote a todos em Cascais? E isso provavelmente não iria gerar mais endividamento do município?
Tenho a firme convicção que Carreiras também já pensou nisso mas está-se borrifando! A horda faz-lhe falta, são trezentos votos, e as Festas e as Conferências dão para pagar muito favor e esconder muita despesa…
Mas em democracia o povo tem o poder de através do voto poder fazer valer a sua vontade.
No entanto, o país e o município em que vivemos tem feito muito pouco para que se mantenha a vontade de participar no ato eleitoral.
A educação cívica, a utilização do poder com ética, teriam sido fundamentais para manter a chama da participação ativa das pessoas nas decisões sobre o seu futuro e na nomeação dos seus representantes. Não foi isso que tivemos, infelizmente.
Mas, entrar em negação não vai corrigir este problema. Temos que procurar usar o voto para mudar este estado de coisas. E se os políticos mentirem e nos defraudarem as espectativas temos de usar de novo o voto contra eles!

Baixar os braços significa não só deixar crescer um eucalipto em Cascais mas pior, transformar isto tudo num imenso eucaliptal!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ESTRATÉGIA? ZERO!

Temos hoje uma classe política medíocre porque os cidadãos portugueses há muito tempo desistiram de fiscalizar e sancionar a actividade dos políticos.
Não é razoável que umas eleições aconteçam sem que exista um claro programa de actuação dos vários candidatos para o mandato a que se candidatam.
Não é razoável que um político prometa uma coisa e, depois de eleito, se atreva a fazer exactamente o contrário.
Não é razoável que um político que não tenha cumprido o que se comprometeu executar em campanha, ou que tenha mesmo feito exactamente o contrário do prometido, consiga ser reeleito em eleição seguinte sem que lhe seja infligido pelos eleitores o castigo merecido!
Em Portugal temos muitos exemplos disto, só para recordar dois de Partidos diferentes, Durão Barroso e José Sócrates, ambos criticaram a carga fiscal, ambos prometeram não promover aumentos da carga fiscal, todos sabemos o que ambos acabaram por fazer!...
Isto é possível em Portugal, no governo da Nação, nos governos regionais ou nas autarquias.
Porquê?
Porque há muito tempo a esmagadora maioria do povo português desistiu de exercer o seu direito de cidadania, ou confunde esse direito com o mero acto de decidir votar ou não votar sem que o faça de forma consciente, utilizando o seu voto para castigar a incompetência ou a falta de rigor no cumprimento do prometido.
Claro que a organização política vigente em Portugal não ajuda a que tal aconteça. A ditadura das cúpulas partidárias, a impossibilidade de votar em pessoas em detrimento de partidos ou coligações, acaba por contrariar o exercício consciente da cidadania.
Os portugueses estão reféns do bloco central partidário, do bloco central dos interesses!
É fácil perceber a verdadeira dimensão do que acabo de afirmar quando fazemos o exercício de analisar de que empresas vieram os governantes dos últimos vinte e cinco anos e a que empresas foram parar depois de abandonarem o governo…
Mesmo a abertura tímida às candidaturas independentes acabam por, na esmagadora maioria dos casos, transformar-se em veículos para a eleição de ex políticos partidários que não se viram reconduzidos pelo Partido para nova candidatura. Poucos são os casos de candidaturas independentes que sejam uma emanação clara da sociedade civil a querer introduzir uma praxis política diferente.
Em Cascais, embora existam vários movimentos independentes, existe já uma candidatura independente à Câmara Municipal de Cascais.
O futuro próximo dirá se teremos no confronto eleitoral algo de novo que envolva os munícipes e se comporte de forma séria, ou se teremos apenas mais variedade de escolha para o “prato habitual”…
O PSD fez uma péssima escolha para candidato à Câmara.
Carlos Carreiras já deu mostras mais que suficientes que representa tudo de mau que a política nos trouxe nos últimos trinta anos de democracia.
Cascais, por mais notícias pagas que digam o contrário, está sem projecto, sem estratégia!
As estratégias que têm vindo a ser implementadas em Cascais nos últimos três anos nada têm a haver com Cascais, com os seus munícipes ou  com as suas empresas,  todas as estratégias, que custaram alguns milhões de euros aos bolsos dos contribuintes, têm apenas um objectivo: garantir a eleição de Carlos Carreiras para mais um mandato autárquico!
Não há uma ideia que defina aquilo que se pretende que Cascais seja nos próximos dez anos, nos próximos vinte ou nos próximos trinta!
Não há uma política para o Ambiente!
No que respeita aos Resíduos Sólidos Urbanos, a ausência de estratégia vai custar uns largos milhões de euros ao município, ou seja, aos munícipes. E esta história bem precisa de ser contada aos quatro ventos porque já se entrou na fase de “enxotar as culpas para o passado”!
É bom que a culpa não morra solteira e se torne claro, transparente, quem desempenhou que papeis neste enterro. Não se pode confundir o bombeiro do INEM que tentou reanimar o doente com o cangalheiro que lhe propiciou o enterro!
Não há uma política de planeamento urbano!
Esta espera pela revisão do Plano Director, o planeamento tipo ventoinha, dependente das “oportunidades” que aparecem, parecem sempre ser não um planeamento mas um oportunismo. E os benefícios da “oportunidade” nem sempre são transparentes!
Aquilo que era preciso saber, que tipo de ocupação do território se pretende, ninguém sabe, ou melhor se diga, quase ninguém…
Não há uma política de desenvolvimento económico do concelho!
Parece que estamos condenados a viver do empreendedorismo e das universidades à beira mar ou do parqueamento de paquetes.
É muito pouco, para um concelho com as pretensões de Cascais. Muito pouco mesmo!...
Por outro lado a indiferença que a Câmara apresenta relativamente ao pequeno comércio de rua é constrangedor. Parece que o único papel que o município deve desempenhar é o da extorsão, da cobrança infindável de taxas para todos os gostos, esquecendo que este comércio é (ainda…) o rendimento e o emprego para muitas famílias de munícipes!
Não há uma política de transportes e comunicações!
Não há uma ideia nem para os grandes problemas, nem para os pequenos nem para os assim assim.
A rede viária principal não parece ser uma prioridade. Cada dois mandatos vão dando à luz cerca de 1 Km o que nos leva a ter que esperar mais uns cinquenta anos a fazer fé no ritmo implementado.
Os problemas de circulação, os constrangimentos viários, estão todos por resolver. Parece que Carlos Carreiras não percorre as ruas de Cascais, a sua rede viária, não sente a prioridade de resolver convenientemente estes problemas.
Os acessos à A5 em Cascais e em Carcavelos/S. Domingos de Rana, a estrada S. Domingos de Rana – Mem Martins, o acesso a Oeiras pela estrada da Lage, a rotunda do Leclerc em S. Domingos de Rana, são exemplos de grande importância que os utentes valorizam todos os dias que lá perdem mais de uma hora das suas vidas.
É um problema para os munícipes mas, aparentemente, não o é para Carlos Carreiras!
A ausência de uma política de estacionamento ao serviço da animação do comércio é outra situação incompreensível. Parece que apenas conta a caça aos euros dos parquímetros e o exercício de bloquear carros. Como política de estacionamento é curtinho, convenhamos!...
Podíamos fazer um exercício idêntico para o Saneamento e o Abastecimento de Água, a Saúde, a Acção Social, a Educação, a Cultura, o Desporto, os Espaços Verdes, o que tornaria este texto ainda mais fastidioso e confirmava a ideia base que pretendo afirmar: Cascais não tem estratégia!
É mau para todos se as próximas eleições autárquicas não servirem para fazer a diferença.
É mau para todos e para Cascais, se voltarmos a permitir que seja eleito um executivo camarário que não tenha apresentado um programa de actuação transparente e objectivo para o seu mandato!
Podemos todos, ou pelo menos a maioria, continuar a brincar à democracia, participando alegremente na votação de projectos do orçamento participativo tipo parque infantil para cães, enquanto permanecem com aspecto terceiro mundista os arruamentos do Bairro da Cruz Vermelha ou da Adroana.
Mas eu prefiro acreditar que chegou a hora de assumirmos a responsabilidade do exercício sério e condigno da cidadania!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Problema de Moedas? Para mim são…trocos!...


Um exemplo de como se pode deitar dinheiro dos contribuintes pelo cano abaixo...
 Carlos Carreiras desancou o Secretário de Estado Carlos Moedas como nem António José Seguro foi capaz.
Como as notícias diziam logo de manhã na passada quarta-feira, Carlos Carreiras, destacado dirigente do PSD e Presidente do Instituto Sá Carneiro, considerava que “Um membro de um qualquer Governo que tem a 'inteligência' de produzir uma afirmação desta natureza, perante um relatório com este teor, só pode ter uma atitude - abandonar as funções governativas, deixar a política e assumir que aspira a ser consultor técnico”.
Parece-me pertinente fazer alguns juízos de valor sobre esta afirmação e sobre o seu autor.
Analisemos a razão do comentário. Tem Carlos Carreiras razão em estar indignado mas não pelas razões que invoca.
O político deve falar simplesmente verdade e não apenas a verdade ou a parte dela que lhe convenha.
Essa é a moda dos nossos Políticos dos últimos 20 anos, fez escola, e trouxe-nos aos momentos que vivemos…
O que deveria indignar Carlos Carreiras não é o facto de Moedas considerar o relatório do FMI bem feito, o que deveria trazer Carlos Carreiras mal disposto é a confirmação de que este Governo fez-se eleger com um Programa que não tinha  a mais pálida ideia se seria capaz de o fazer cumprir!
Apresentar-se a votos, fazendo um cenário e apontando soluções para as quais não se tem a mais pálida ideia se funcionam, se são ou não uma efectiva solução para os problemas, é trapaça!
Guterres, Durão Barroso e Sócrates fizeram-no, e eu, e muitos outros cidadãos, pareceu-nos, erradamente, que o discurso da verdade era desta…
Não foi!
Enquanto cidadão e militante social democrata, confesso a minha incomodidade.
Mas a reacção de Carlos Carreiras merece ser apreciada por outros prismas.
Mal ou bem, Carlos Carreiras alcandorou-se a um lugar importante na lógica do poder partidário no principal partido do governo. É Conselheiro Nacional e Presidente do Instituto Sá Carneiro.
Pode isso mesmo ser um perigoso sinal para a transparência e a verticalidade política do PSD mas é o que temos!
Ora, não há muito tempo, foi até grosseiro como classificou António Capucho por ter proferido algumas críticas ao governo. Num dos últimos plenários do PSD de Cascais atacou violentamente os “bloggers” que escreviam sobre a Câmara de Cascais e que são militantes do PSD, como é o meu caso, de serem invejosos e traidores por “lavarem a roupa suja” fora das instâncias partidárias.  
Esta situação encerra aqui uma espécie de democracia (bem esquisita por sinal…) em que a utilização da crítica pública só pode ser feita com legitimidade por alguns, porque para os outros já será ilegítimo…
É esta maneira de estar na política que mais me motiva a não “esfriar” a minha indignação e em usar os meios ao meu alcance para desmascarar que isto não serve para a nossa terra!
Precisamos de um líder no município que nos olhe como iguais, que não se considere acima da plebe, com direitos especiais!
Precisamos de um líder no município que nos fale verdade, que nos trate com verdade, que não esteja sistematicamente a dar o dito por não dito.
Precisamos de um líder no município que seja vertical e recto, que não ajuste a verdade como mais lhe convém.
Precisamos de um líder no município que esteja disponível para abraçar como prioridade a resolução dos pequenos problemas, aqueles que nos aborrecem diariamente, os buracos da rua que não foram rapidamente tapados, a tampa de esgoto que não foi subida depois da repavimentação da rua, os apoios financeiros que só acontecem para “algumas colectividades” sem qualquer tipo de critérios objectivos.
Precisamos de um líder no município que sinta que cada euro que gasta não é dele mas dos munícipes que representa, e como tal deve sempre escrutinar se cada euro vai cumprir a resolução das necessidades e anseios da população de Cascais.
Precisamos de um líder no município que se debruce sobre os reais problemas de Cascais e dos seus habitantes e se empenhe nas soluções adequadas  para eles em vez de se aplicar na autopromoção.
Como todos já perceberam, todos estes desejos são impossíveis de alcançar com Carlos Carreiras.
Carreiras é exactamente o oposto.
E a bem de Cascais, tem de ser travado.
Seria bom que fosse o PSD a tomar consciência deste imprescindível acto de idoneidade política mas não acredito que seja capaz…
Que seja outro, ou partido ou movimento independente, mas a seriedade e a sobriedade conseguidas em 2002 com António Capucho tem que regressar a Cascais em 2013!
Doa a quem doer!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

AINDA HÁ ESPERANÇA?


Muito se tem escrito sobre as mais recentes medidas de austeridade anunciadas pelo Primeiro Ministro na passada sexta-feira, mesmo antes do jogo da selecção nacional de futebol.
Na qualidade de militante do PSD confesso-me desapontado. Muito desapontado!
Eu tenho consciência que o país andou demasiado tempo a viver acima das suas possibilidades.
Eu sei que as prioridades do país foram mais ditadas pelas necessidades de obras a executar pelos grandes empreiteiros portugueses do que com as reais necessidades de infra-estruturas. Um bom exemplo do que acabo de afirmar, por ser tão caricato, foi a anunciada 3ª auto-estrada Lisboa Porto, ideia lançada ainda por Sócrates e que foi abandonada já pelo actual governo.
Mas, como em qualquer empresa, em qualquer família, quando aparece um deficit entre o que se gasta e o que se recebe, duas medidas podem e devem ser tomadas: analisar de que forma se podem aumentar as receitas ou verificar o que se pode cortar nas despesas.
Portugal, neste particular não pode ser excepção.
Sabemos todos que o Estado é hoje muito maior do que devia, comprometeu-se a fazer e a construir infra-estruturas que em rigor o país não tem dinheiro para sustentar, criou direitos e justas expectativas ao nível da educação e da saúde que custam muito dinheiro, o número de contribuintes activos é cada vez menor em comparação com o crescente número de pensionistas, enfim o panorama não é nada animador.
Quem estava mais atento ao que se passou, especialmente nos últimos anos de governo Sócrates, (mas não só!), poderá ter pensado, como eu, que Passos Coelho poderia ser o sinal de que este país precisava para corrigir a mão e colocar-nos num caminho de progresso.
Com um discurso inicial de encolher o Estado, assumir com frontalidade que era preciso fazer sacrifícios para recuperar a economia de Portugal e uma ideia inicial de que os sacrifícios era para todos sem excepção.
As primeiras medidas da troika vieram negar este princípio, caindo em cima do trabalhador por conta de outrem, especialmente os trabalhadores do Estado.
Os Partidos da oposição, o Presidente da República e o Tribunal Constitucional insistiram na necessidade da equidade, da distribuição dos sacrifícios por todos e com especial ênfase nos que melhor podem ajudar nesta altura de dificuldades.
Mas não!
Assistimos a mais um brutal aumento de impostos nos desgraçados do costume: os trabalhadores por conta de outrem!
Enquanto militante social democrata deveria estar a usar estas linhas para convencer os meus leitores de que estas são as únicas medidas possíveis mas, porque antes de ser militante sou um homem, português, com consciência e com alguma noção do que deve ser o serviço público, só consigo dizer que estou desapontado e que o Governo actual é afinal mais do mesmo que criticámos ao Governo anterior.
Ao fim de alguns meses, onde pára a fúria reformista, as medidas de redução do Estado, as privatizações?
Baixar os custos do Estado significa despedimentos em empresas públicas, na administração pública, nas empresas municipais, nas câmaras municipais. Não o fazendo, todos vamos continuar a ser sacrificados nos nossos impostos para pagar uma máquina que funcionava melhor com menos 20 ou 25% do pessoal que tem.
São clientelas, especialmente as que vivem penduradas nos municípios. Valem votos. Tenha-se a coragem de pensar primeiro no todo, de mostrar uma ponta de respeito pelos sacrifícios que estão a ser exigidos aos portugueses!
Mas há um tique irritante na nossa classe política actual que me provoca um profundo desprezo. Esta gentinha, depois de se apanhar no poleiro, parece que passou a fazer parte de uma casta que não está obrigada aos mesmos deveres de cidadão e que os sacrifícios exigidos aos outros não lhes devem ser aplicados.
Exemplos?
Tenho muitos.
O escândalo das pensões vitalícias dos senhores deputados. Não se percebe como homens e mulheres com quarenta anos podem ter direito a uma pensão vitalícia após 8 anos como deputados, a maioria das vezes sem terem desempenhado essas funções em exclusividade sequer. É vergonhoso que a classe política no seu todo, da esquerda à direita, não tenha ainda colocado um ponto final neste roubo autorizado!
Ex Presidentes da República com direito a pensão vitalícia, escritório, secretariado, viatura… porquê? Corta-se a eito nos rendimentos dos pensionistas, alguns deixando-os no limiar da subsistência e cria-se uma classe de pensionistas especiais de corrida? Alguns, como Mário Soares ou Jorge Sampaio, sempre a distribuir lições de democracia, não percebem o ridículo em que caiem cada vez que abrem a boca?
A vergonha a que temos assistido nos últimos meses em Cascais à forma desbragada como se utilizam os dinheiros dos nossos impostos em Festas e mais Festas e ainda mais Festas é, na conjuntura em que vivemos, um caso claro de polícia!
Os portugueses em geral e os que pagam os seus impostos em Cascais, não acham estranho que numa conjuntura de grande sacrifício, se desbarate dinheiro em espectáculos de hora e meia que custam o suficiente para alimentar muitas famílias em dificuldades?
A conclusão que consigo tirar é que afinal a classe política é a mesma, muda de rótulo mas é a mesma, indiferentemente seja do partido A, B ou C, com os mesmos tiques, com o mesmo desrespeito pelo cidadão que os elege.
A ética, a justiça, a equidade, são conceitos que fazem parte da história da democracia mas que não estão a ser praticados.
Antigamente tentava-se levar para a política os cidadãos que eram exemplo.
Hoje, tiramos dos políticos, o exemplo do que não queremos que os nossos filhos sejam!
Chamem-me tolo, mas eu ainda acredito na integridade de Passos Coelho. Temo é que se não se livrar urgentemente dos Relvas, dos Carreiras, dos Luzes que o acompanham, vai ficar na história como mais um de muitos que só se serviram, mas não serviram para nada!

domingo, 2 de setembro de 2012

EU ACREDITO...



Há uns anos, o PSD de Cascais lançou um slogan que tinha alguma piada e tinha a capacidade de ser motor de uma certa dinâmica de vitória, envolvendo a acção de António Capucho à frente dos destinos da Câmara de Cascais – EU ACREDITO!
Ricardo Leite, então Presidente da concelhia do PSD de Cascais, não sei se foi o autor do slogan, mas é dele que guardo recordação do seu uso em todas as situações em que fazia lógica o seu uso.
Ricardo Leite é hoje deputado da nação, reconheço que na essência um bom deputado, alguém que se mostra muito interessado, especialmente na temática da saúde, que domina, mas que sente a necessidade de dar contas a quem o elegeu sobre o trabalho que desenvolve no Parlamento, a sua preocupação em contactar os eleitores e marcar presença nos mais variados locais, em suma, um deputado à maneira antiga e de que se vê muito pouco hoje em dia!
EU ACREDITO que a maneira de fazer política é só uma, com total dedicação ao interesse público, disponibilidade total para prestar contas da acção política aos eleitores, servir a comunidade sem cair na tentação de se servir!
Sem ter pretensões de conhecer de forma rigorosa a totalidade dos governantes ou dos deputados, EU ACREDITO que outros saberão ser, em funções de serviço público, merecedores de idêntico reconhecimento ao que acabo de fazer a Ricardo Leite.
Mas, infelizmente, conheço muitos deputados, governantes e autarcas que não se encaixam nesta definição, antes exibem uma despudorada utilização abusiva da sua condição de eleito, com um total desprezo por quem o elegeu!
Miguel Relvas é um caso que merece que utilizemos “dois ou três” parágrafos para analisar.
Acredito que apenas tenha aproveitado uma frincha legal para a sua licenciatura relâmpago e que na essência a legalidade não tenha saído beliscada.
Já a legitimidade, essa desvaneceu-se à velocidade da luz…
Lembro-me muito bem o quanto me custou fazer 53 cadeiras semestrais para concluir a minha licenciatura em Engenharia no Instituto Superior Técnico e por isso tenho muita dificuldade em conviver com o conceito das “Novas Oportunidades”…
Mas há um aspecto que não entendo, e esse prende-se com a moral e a ética política, que nos dias de hoje parece ser uma ciência da antiguidade grega…
Miguel Relvas ainda não percebeu o mal que está a fazer ao PSD, ao Governo e ao Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho, agarrando-se ao poder e transportando para ele uma infindável fonte de anedotas e piadas?
De que espera para apresentar a demissão?
A dança de cadeiras nas próximas eleições autárquicas é outro exemplo do quanto urge o regresso da ética e da moral à política nacional.
É ver os autarcas “pseudo” vencedores chegados ao limite legal de se candidatarem no município onde foram eleitos pelo menos três mandatos a mudarem de armas e bagagens para outro, contrariando, com o beneplácito do PSD e do PS, o espírito da lei que pretendeu delimitar o número de mandatos dos Presidentes de Câmara.
É uma farsa, uma trapaça eleitoral que se prepara com o maior dos despudores!
Aborrece-me solenemente verificar que o pensamento ético que parece ter abandonando o PSD apenas se mantém ainda no CDS – PP, único Partido que demonstra sérias dúvidas à dança das cadeiras…
Daqui a minha homenagem para os Homens como Rui Rio, que chega ao fim do seu terceiro mandato de cabeça erguida e com trabalho feito sem colocar qualquer hipótese de se transferir para outro município.
Em Cascais, a ética e a moral são miragens que não se vê forma de fazer renascer sem desconstruir o actual modelo de poder.
Todos os representantes dos partidos com assento na Câmara Municipal de Cascais estão envolvidos nas teias das benesses e interesses criados por Carlos Carreiras e não se vê forma nem vontade de aparecer um movimento interno num dos Partidos que permita contrariar o caminho, perigoso, que o poder em Cascais está a trilhar.
O divórcio existente entre o poder e os eleitores é manifesto.
A existência de “filhos” e “enteados” em Cascais é tão evidente que se torna chocante!
EU ACREDITO na democracia.
Quem acredita como eu, só pode estar preocupado com os momentos que vivemos no País e em Cascais!