quinta-feira, 4 de agosto de 2011

E agora?

CMC está solidária com medidas draconianas do Governo ou simplesmente num mundo à parte?


Tenho acompanhado o corrupio de sinais dados por Pedro Passos Coelho no que respeita à contenção do desperdício no Estado e a diminuição da despesa.
Até agora, e sendo ainda cedo para uma análise fundamentada, parece existir o claro propósito de diminuir drasticamente o número de colaboradores de carácter político ao nível dos gabinetes ministeriais.
Esperam-se ainda fortes medidas ao nível da estrutura empresarial pública.
E nas autarquias? O que é que vai ser feito?
E em Cascais, agora liderada pelo Presidente da Distrital de Lisboa do PSD, homem que tem aparecido sempre com muita proximidade ao aparelho político do Partido do Governo, que medidas irão ser tomadas para sintonizar o poder local com o governo da Nação?
Ou vai ficar tudo como dantes, Quartel de Abrantes?
Em Novembro de 2010, a Câmara Municipal de Cascais, pela voz do actual Presidente, Carlos Carreiras, dava conta de um plano de reestruturação do universo empresarial do município de Cascais.
Na altura, tive a oportunidade de “postar” aqui a minha opinião negativa do plano apresentado. As medidas anunciadas eram, mais do que a racionalização das empresas e agências municipais, uma simples operação de cosmética, que pouco ou nada contribuíam para a diminuição efectiva da despesa não produtiva originada. Pior, foi claramente afirmado que a reestruturação não geraria despedimentos.
É um claro erro. Um dos problemas das múltiplas estruturas empresariais e agências de Cascais é que geraram emprego desnecessário e a reestruturação poderia ser uma “boa desculpa” para corrigir a mania das grandezas e ajustar o número de colaboradores  à dimensão do trabalho efectuado.
Seria interessante  a CMC disponibilizar no seu Portal, tal como o governo agora fez, a lista dos colaboradores recrutados nos últimos dois ou três anos para assessorias, para as Agências, para as Empresas Municipais com a indicação do valor da remuneração acordada e as respectivas ajudas complementares (uso de viatura, telemóvel, etc).
Até dou de sugestão que a lista fosse publicada por ordem alfabética, o que tornaria mais fácil identificar os assessores que têm contratos com várias empresas municipais e agências e tornava mais fácil perceber a totalidade dos rendimentos gerados pela múltipla actividade…
Com esta ajuda para a transparência, todos os munícipes passariam a ter uma melhor noção de onde são consumidos uma boa parte dos seus impostos…
Também da parte da Câmara de Cascais não percebemos se os colaboradores que agora usufruem de viatura foram já instruídos pela Administração Municipal de que deverão usá-la apenas para o serviço durante a semana ou se as restrições impostas por Pedro Passos Coelho se aplicam apenas aos Ministros e Secretários de Estado do Governo da Nação.
Sobre este tipo de assuntos silêncio total.
Poder-se-á pensar que este tipo de preocupações são mesquinhas e provenientes de invejas mal disfarçadas.
Nada de mais errado.
O exagero que se viveu em Cascais nos últimos anos levam a que cada vez mais tenhamos a consciência de saber discernir do que é fundamental e do que é acessório.
Com o estado das contas públicas, e o estado das contas públicas municipais, duvida-se que cheguem para o fundamental!
Porquê manter o acessório?

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