quinta-feira, 31 de julho de 2014

UMA FÁBRICA DE TERRENOS …



A Câmara Municipal de Cascais tem vindo, sem alarde, a preparar o golpe final no Planeamento Urbanístico em Cascais.
Quando António Capucho foi eleito em 2002, uma das ideias força da sua campanha da coligação Viva Cascais foi suspender a “enormidade” de PDM que tinha sido aprovado por José Luís Judas com a aplicação de medidas restritivas e, no prazo de um ano, apresentar um PDM revisto em baixa, com a clara definição das zonas urbanas, a defesa da REN e da RAN e a diminuição dos índices de construção aplicáveis.
À data, vindos do boom da construção e de um generoso José Luís Judas que tudo permitiu com um PDM super permissivo, a maioria da população de Cascais queria contenção urbana, um travão neste desenfreado construir para o qual já se notava falta de compradores.
Carlos Carreiras, com a sua associação MOVE CASCAIS bem zurziu a cabeça de Judas acusando-o de delapidar a qualidade de vida na urbe cascalense. Outros tempos…
Mas António Capucho, entupiu com a rápida revisão do PDM e, nas eleições de 2006 Carlos Carreiras surge na sua lista como o salvador da situação, com a prioridade máxima, definida em sede do PSD local, de aprovar urgentemente a revisão do PDM.
Foi tiro sem pólvora.
De 2006 até 2014, Carlos Carreiras primeiro como vice presidente da Câmara e depois como Presidente levou mais OITO ANOS para chegar ao ponto em que estamos… quase… a discutir publicamente as propostas de revisão do PDM!
Há um ditado antigo que diz que “mais vale tarde do que nunca” mas, o que se conhece do que aí vem merece que todos rezemos as nossas orações para que Judas regresse… e depressa!...
Ao invés de pensar maduramente o território de Cascais, as suas potencialidades e as suas fragilidades, delineando uma estratégia urbana para o desenvolvimento económico do concelho, criando emprego que permitisse diluir os movimentos pendulares da população, definisse de forma coerente a mobilidade, estruturasse o território para melhor encontrar respostas que potenciassem a coesão social, investisse claramente no preservação ambiental, o que Carlos Carreiras nos pretende fazer engolir é um tratado de viciação do que resta de território a preservar usando e abusando de propostas de retirada de terrenos da Reserva Ecológica Nacional e da Reserva Agrícola Nacional transformando-os em terrenos com a possibilidade de construção!
Percebe-se agora melhor o que aconteceu com o Plano de Pormenor do Sul de Carcavelos e a triste aprovação da redução da área de terrenos da REN naquela zona (que por sinal aconteceu alguns dias após a aprovação do Plano pela Assembleia Municipal…) ou o que se prepara com o projeto da Fundação Agha Kan em Birre!
O trabalho da revisão do PDM é de uma falta de qualidade constrangedora!
Deixo-vos uma pequena amostra com este link que põe a nu o que a Câmara se prepara para fazer no Abano. Espreitem, pasmem-se, e acima de tudo percebam quem é Carlos Carreiras e a sua equipa!
Cascais está a saque.
Esta revisão do PDM servirá para dar o tiro de misericórdia a Cascais e encher os bolsos de alguns abutres.
Vergonhoso!
Há um número crescente de pessoas que o perceberam e que já não valorizam os teatrinhos de sombras que Carlos Carreiras se mostra exímio em realizar fingindo trabalho para a população e circo, muito circo em Cascais.
Mas há ainda uns quantos que se misturam com o séquito do Presidente, cantam loas de apoio e esperam, com maior ou menor paciência, se lhes toca também alguma benesse.

Este é o triste estado da nação, tão bem espelhado neste cantinho do território chamado Cascais!

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