quinta-feira, 28 de abril de 2011

Já começa a faltar paciência...

Afinal o mais importante, o mais motivador, o mais noticiado, é saber-se de quem é a culpa!
De quem é a culpa de termos chegado a esta situação, neste país, o (ainda) nosso Portugal?
Saber-se de quem é a culpa vai ajudar-nos a sair deste atoledo?
Em minha opinião a culpa será de todos, ou de quase todos os cidadãos portugueses.
Passo a explicar o meu ponto de vista.
A culpa é dos governantes que não foram competentes, que tiveram falta de visão para antecipar o futuro, que foram facilitistas, que buscaram a aceitação fácil do povo, atrás do voto, sem assumirem as implicações dos seus actos para o futuro.
A culpa é dos Políticos dos partidos da oposição que se limitam a votar contra tudo sem uma única ideia construtiva, uma proposta viável, uma só para amostra.
A culpa também é dos cidadãos que não votam e dos que votam perdoando as mentiras das promessas dos Partidos não cumpridas.
Sendo todos culpados, mesmo que em quotas de responsabilidade diferentes, o sabermos quem são os culpados tira-nos deste “alegre caminho” para o abismo?
Não!
Em contrapartida saber que propostas se nos apresentam para o futuro e podermos escolher conscientemente o destino do nosso voto nas próximas eleições isso sim, seria uma grande ideia e um promissor começo de inversão deste País que começa a cheirar a mofo.
Não temos que ser um País de coitados, de gente cheia de pena de si mesma, a destilar ódio contra empregados, patrões, trabalhadores do estado, desempregados ou jovens desempregados, consoante o referencial de que olham para a “sua realidade”.
Temos que voltar a ser um País, um pequeno país que mais uma vez vai saber dar a volta por cima!
Temos que assumir com responsabilidade os nossos erros mas temos que colocar todas as nossas energias a encontrar os caminhos.
Temos que recentrar o poder no cidadão e acabar com a partidocracia dominante!
A sociedade civil tem que ser mais actuante e os militantes de base dos Partidos devem gerar movimentos de exigência de verdadeira democratização dos Partidos e terminar com os “petits comités” que realmente mandam no nosso país!
Temos de olhar em frente para conduzir este país a bom porto, reinventando-o.
Temos que parar todos com a distracção da busca do culpado e conjugar esforços para corrigir os disparates acumulados nos últimos 15 ou 20 anos de governação.
Ninguém consegue conduzir em frente olhando apenas pelo retrovisor…
E aos nossos Partidos fica um recado: Propostas concretas de actuação precisam-se.
Os Partidos Políticos são uma peça fundamental para a democracia.
Os Políticos no activo que cumpram a sua missão e, antes da celebrada ocupção dos lugares, tratem de nos apresentar que soluções preconizam para recolocar este país sobre carris.
Se não forem capazes de o fazer, o que sobra da democracia?

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