domingo, 28 de julho de 2013

PARTIDOS, DEPENDENTES E… INDEPENDENTES …

Os Partidos há muito tempo que deixaram de ser os representantes dos eleitores na gestão da coisa pública nacional e local.
Como num filme de ficção científica em que a máquina ganha vida e vontade própria, também os Partidos passaram apenas a representar-se a si próprios, que é como quem diz, passaram apenas a representar o conjunto de pessoas que tomaram conta das estruturas partidárias, agilizando-se de lugar em lugar, ora nos governos e nas empresas públicas ora nas assessorias nas câmaras e nas empresas municipais.
O papel dos Partidos enquanto representantes da população deixou de fazer sentido.
Mas, sendo a democracia o sistema menos mau de governo, convém não perder de vista a necessidade de, em cada momento, encontrarmos a melhor forma de lhe dar saúde, frescura, vida. Este objectivo tem norteado os meus actos mais recentes.
Não pretendo afirmar-me como um exemplo, um fora de série, um iluminado, porque tal tenho a certeza de não ser. Mas todos os dias me esforço por ser coerente com as ideias que defendo, sempre com a preocupação de agir e pensar com a ética, com verdade e com seriedade.
Por isso optei por me juntar ao Movimento SerCascais.
Carlos Carreiras defendeu em artigo publicado no Jornal i que os movimentos independentes mais não são do que um conjunto de ressabiados da política que, por não terem lugares se decidiram por se encostarem a outras soluções.
Vale a pena discutir esta tese e ver até que ponto é que é verdadeira ou não passa de uma falácia.
Pode até ser verdade que em alguns casos isso se tenha verificado. Como há muitos casos, entre os quais me incluo, dos que se fartaram de ver o Partido em que militavam demonstrar um total desrespeito pelos seus militantes porque a “máquina directiva” demonstrava uma total incapacidade de perceber a opinião da maioria dos que constituem o Partido.
Afinal onde está o mal? Está nos que, sentindo que o Partido não os representa e respeita condignamente, decidiram procurar uma alternativa de afirmar os seus pontos de vista ou o problema reside efectivamente nas “pessoas” que invadiram os centros de poder partidários e apenas orientam a sua acção para ver perpetuados os seus lugares e as suas influências?
Olhemos para o caso da vizinha Sintra.
Marco Almeida é vice presidente de Fernando Seara em Sintra. A concelhia do PSD decidiu aprovar a sua candidatura à Câmara Municipal de Sintra. A Distrital, porque Marco Almeida não fez parte da facção de Miguel Pinto Luz e de Carreiras na Distrital do PSD, e porque não apoiou Pedro Passos Coelho para a presidência do PSD, foi vetado, e no seu lugar inventam Pedro Pinto que de Sintra só se deve lembrar do mítico “Maria Bolachas”. Por outro lado a mesma Distrital pretende candidatar a Lisboa Fernando Seara, o candidato que por lei já não o pode ser (mas o PSD insiste que o problema só existe se for em Sintra…) e que tem ainda como vice presidente o Dr. Marco Almeida.
Ora se o trabalho de Seara é defensável para, mesmo contra a lei, pretenderem que volte a ser candidato agora a Lisboa, Marco Almeida não serve para ser candidato a Sintra?...
Marco Almeida decide avançar com uma candidatura independente. É ele que está errado? É dele a responsabilidade de “contrariar” a vontade do Partido ou foi o Partido, a máquina partidária, o poder cego e autocrático do PSD que decidiu excluir os militantes de base desta decisão?
Carlos Carreiras, coloca um forte azedume contra os movimentos independentes porque começam a ter uma expressão que põem claramente em causa o exercício autocrático do poder após as próximas eleições e, cúmulo dos cúmulos, não são por si controláveis.
Ter um Partido em que uma boa parte dos seus militantes são neste momento dependentes da folha de ordenados da CMC ou das suas empresas municipais é fácil de controlar. Ter uma composição do executivo camarário dividido entre PSD e PS não é difícil controlar. Carreiras, nos dois últimos mandatos, colocou no bolso quer o Vereador do PCP quer parte dos vereadores do PS pelo que não lhe faltará arte e engenho para o voltar a fazer.
Mas, se se confirmar que a onda independente de Sintra (dizem as sondagens que Marco Almeida lidera as intenções de voto) se está a propagar a Cascais e Isabel Magalhães conseguir aquilo que há um ano só podia ser entendido como uma surpresa impossível em Cascais?
Os militantes do PSD mais “dependentes” estão claramente nervosos. Desconfiam que o provérbio popular “Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta” possa mesmo querer dizer que o fim do bem bom se aproxima!
Sente-se um ar libertador.
Mas o sucesso ou o insucesso de Cascais está muito dependente de a sua população acordar, perceber o que está em causa, e não deixar de ir votar, conscientemente, no próximo dia 29 de Setembro. 
O nível de abstenção vai determinar se Cascais consegue renascer das cinzas ou se vai continuar a atolar-se em Festas e em dívidas!

domingo, 19 de maio de 2013

SE ASSIM FOSSE, VOTAVA EM CARLOS CARREIRAS…



Carlos Carreiras tem demonstrado que tem um plano muito bem delineado para ser o próximo Presidente de Câmara de Cascais. 

É um processo que foi pensado há anos, que paulatinamente tem vindo a ser implementado e que tem origem na sua fase menos feliz em termos profissionais quando foi despedido do grupo Sousa Cintra. 

Envolveu-se com a “máquina” de António Capucho e, pé ante pé, foi afastando do caminho tudo o que poderia a curto ou a médio prazo ser um potencial impedimento aos objectivos traçados. 

Em 2002 defendeu que um Presidente de Comissão Política Concelhia não poderia nunca ser candidato à Câmara porque eticamente punha em causa a relação entre Comissão Política Concelhia fiscalizadora da actividade da Câmara e o executivo camarário. 

Desta forma afastou das listas da Câmara o então Presidente da Concelhia Fernando Mesquita. 

Hoje, com a desfaçatez que se lhe conhece, é Presidente da Concelhia do PSD e candidato à Câmara de Cascais! 

Rodeou-se de um conjunto de jovens oriundos das lides da JSD na sua fase mais recente do “vale tudo para ficar por cima”. 

Miguel Luz foi quem apurou o processo de controlar a máquina de votos em que a JSD se tornou e teve um excelente seguidor em Nuno Piteira. Esta máquina foi capaz de ganhar eleições partidárias em Cascais mas foi determinante nas vitórias de Carreiras e de Luz na distrital do PSD! 

Em recentes eleições partidárias em que estive como delegado na mesa eleitoral em Cascais assisti a um jovem que só tinha o cartão de militante para votar e, quando perguntado qual o seu último apelido, não foi capaz de se lembrar… Sintomático!... 

Com o avançar deste projecto de poder, Carlos Carreiras manteve um núcleo mais ou menos restrito de seguidores jovens locais e foi afastando a quase totalidade dos militantes que estiveram na origem da candidatura de António Capucho. 

Como pagamento dos “milagres distritais” inundou a Câmara e as Empresas Municipais de profissionais do voto partidário de todas as secções do PSD do Distrito de Lisboa. 

Hoje, embora se intitule de candidatura Viva Cascais, não existe nada, nem mesmo de uma forma residual, do ADN da candidatura de António Capucho, nem nas práticas, nem nos conceitos e objectivos programáticos. 

As campanhas de Capucho eram focadas em Cascais, nas pessoas, nas suas necessidades e nos seus anseios. A governação de Capucho não se afastou um milímetro das suas promessas eleitorais! 

Carreiras reorientou tudo apenas com o objectivo final de detenção do poder em Cascais e tudo o mais, Cascais e as pessoas, passaram de principal a acessório! 

É triste mas é também muito perigoso! 

Os recursos da CMC têm sido utilizados de uma forma despudorada para construir a imagem de Carlos Carreiras, com uma gestão que trará uma factura enorme aos próximos executivos municipais. 

Atente-se num dos últimos exemplos: As Conferências do Estoril! 

Estas conferências terão custado 3 milhões de euros! Contaram com uma assistência de 250 convidados do Senhor Presidente Carlos Carreiras ou seja, tiveram um custo de 12.000 € por pessoa assistente! 

Mesmo que fossem todos munícipes de Cascais, o que deveriam pensar os outros 200.000 que não receberam convite? 

Terá Carlos Carreiras a intenção de tratar os outros munícipes de forma equitativa? Mas com que dinheiro? 

Para cada criança que nem uma refeição decente tem por dia, uns míseros 1825 € garantem essa refeição por um ano! 

A comparação destes dois valores diz tudo o que há para saber sobre a prática de Carreiras a gerir os recursos dos munícipes! 

Se o nível de exigência dos planos que Carreiras tem para Cascais e para os seus munícipes fossem do mesmo rigor com que planeou todo o marketing político com que pretende perpetuar-se no poder em Cascais, esta terra tinha futuro! 

Certamente estaria desenhado e aprovado um novo Plano Director Municipal, com ideias claras de desenvolvimento urbanístico, de desenvolvimento económico e desenvolvimento social dos habitantes de Cascais. Saberíamos já qual a estratégia para redinamizar a economia de Cascais, a criação de emprego, a fixação de riqueza, a valorização turística do território, na sua frente de mar de Cascais até Carcavelos e na sua relação com o Parque Natural. Existiria um plano de minimizar as assimetrias entre o litoral e o interior do concelho, o espaço público das Freguesias do interior estaria ao mesmo nível da preocupação e de investimento que as do litoral, nesta época de “vacas magras” estaria previsto um plano de sustentabilidade das associações e colectvidades do concelho que tão bom trabalho desenvolvem nas áreas da cultura, do desporto e do apoio social. Estava definida uma política ambiental sustentável, com um plano de resíduos assente na promoção do reaproveitamento e na reciclagem, e com a implementação de uma estratégia clara em políticas energéticas para o Concelho. Estaria ainda em curso um plano arrojado de dotar este concelho com uma rede viária estruturante, que não só permita uma correcta mobilidade dentro do concelho e nas ligações com os vizinhos e com Lisboa como também seja o suporte, o sinal de que as industrias, as actividades produtivas, podem regressar a Cascais porque o caos já era! 

Mas não é isso que se passa, não é isso que nos espera! 

Se Carreiras estivesse tão interessado no futuro de Cascais e dos seus munícipes como está com o seu futuro, eu era homem para apoiar e aconselhar o voto na Coligação Viva Cascais. 

Mas o que se passa na realidade é a demonstração clara de que o PSD enquanto Partido, em Cascais está subjugado aos interesses de Carlos Carreiras e a defesa de Cascais e das gentes que lá vivem e trabalham deixaram de ser prioridade. 

Os outros Partidos, uns mais e outros menos, não conseguem ajustar-se à prioridade que Cascais deveria sempre representar. Há sempre um conjunto maldito de outros interesses que se levantam com mais força e que deixam Cascais e os Cascalenses para segundo plano. 

Resta pois apoiar uma candidatura que seja independente, que esteja livre dos jogos e das obediências partidárias, cuja única preocupação seja Cascais e as suas gentes. 

Chegou a hora de mostrar aos Partidos que a palavra e a vontade têm que ser devolvidas aos representados! 

Chegou a hora de voltar a SER CASCAIS! 

domingo, 21 de abril de 2013

ADEUS PSD… OLÁ CASCAIS!



Ao fim de 30 anos de militância partidária activa, tendo desempenhado lugares de responsabilidade partidária e autárquica, vejo-me na necessidade de apresentar a minha demissão do PSD.
Não é segredo para ninguém, nas muitas linhas que tenho partilhado neste blogue, que me move uma enorme paixão por Cascais e que tenho uma opinião muito crítica à gestão autárquica imprimida por Carlos Carreiras em Cascais.
Poderia tomar uma atitude do tipo “quem boa cama fizer, nela se há-de deitar…” como diz o velho ditado, e esperar que a bronca se dê, que Carlos Carreiras ganhe as eleições e literalmente dê cabo de Cascais, com as suas fantasias, no decurso dos próximos 4 anos de mandato, para depois afirmar do alto da “minha cátedra” o quanto  eu tinha razão!
Mas para mim Cascais é demasiado importante para que eu fique bem com a minha consciência ao tomar uma atitude de desinteresse.
Para mim Cascais é mais importante que o PSD.
Nunca vi o Partido como um fim, antes um meio que pode permitir aos que gostam de política poderem trabalhar em prol da sua comunidade, seja ela local, regional ou nacional.
Desde sempre afirmei que não faz sentido alguém demitir-se de um Partido porque esteja temporariamente em desacordo com este ou aquele dirigente. A mudança de um Partido, pensava eu, faz-se estando lá dentro.
Enganei-me.
O PSD de Cascais, na forma que lhe foi dada por Carlos Carreiras, está blindado e é impossível de mudar enquanto o PSD for poder na autarquia.
Ficar neste PSD em Cascais é comprar o bilhete para me sentir envergonhado pelo trabalho que o “meu” Partido tem estado a fazer na autarquia de Cascais nestes dois últimos anos e se prepara para continuar a fazer por mais quatro anos, agora ao abrigo da legitimidade das eleições que se avizinham.
Por isto, embora me continue a sentir tão social democrata como no dia em que me filiei no PSD, vejo-me na necessidade de o abandonar.
Se quero lutar pela terra em que nasci, tenho que lutar fora do PSD, e ajudar a criar alternativas para que Carlos Carreiras não possa ser Presidente de Câmara.
O que se passa com o projecto Savelos em Carcavelos, o que se passa com o antigo Hotel Nau em Cascais, o que se passa com o Hotel Inglaterra ou com o Hotel Paris no Estoril são exemplos do que é a nova filosofia urbanística deste Presidente de Câmara, o que se passa com a Tratolixo e a gestão ambiental é uma boa demonstração da nova filosofia ambiental deste Presidente de Câmara, o que se passa com tanta festa e tanto espectáculo é uma boa demonstração do desrespeito que este Presidente de Câmara tem pelos impostos dos seus munícipes!
Cascais, a autarquia de Cascais, não aguenta mais 4 anos deste tipo de irresponsabilidade financeira imprimida pelos devaneios de Carlos Carreiras e pela incompetência de Nuno Piteira.
Há um véu de promessas, do Paraíso anunciado em Cascais, que os munícipes vão perceber que não passam de mentiras.
Os Paquetes, as universidades, não passam de uma aldrabice pegada. Só que depois das eleições será tarde para perceber o logro…
Por não querer continuar neste pé fora outro dentro, saio do PSD para poder continuar a lutar por Cascais com toda a liberdade que não prescindo de exercer.
Adeus PSD…
Olá Cascais!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

VIVA CASCAIS, MAS… CUIDADO COM AS IMITAÇÕES!


Viver Cascais foi o nome da coligação encabeçada por António Capucho, com PSD CDS e alguns representantes de movimentos cívicos, que em 2002 ganhou inequivocamente as eleições autárquicas em Cascais e trouxe a seriedade, a verticalidade e um projecto a pensar no futuro de Cascais e das pessoas que ali vivem e trabalham.
Eu tive a honra de fazer parte do grupo que ajudou a tornar realidade este virar de página em Cascais.
Foram 4 anos de mandato a sério, com obras municipais, escolas, infra-estruturas desportivas, culturais e sociais, uma revolução ao nível da política ambiental do município.
António Capucho foi e será uma referência para todos os que acreditaram no projecto e de alguma forma tiveram a oportunidade de apoiar a sua execução.
Que saudades!
Em 2006 a Coligação mudou de nome: Viva Cascais.
A revolução estava iniciada e ficava o convite para viver Cascais. Mas, o novo executivo enfermava de um problema grave: como numa capoeira, despontava um segundo galo sempre a querer usurpar o poleiro…
A chegada de Carlos Carreiras ao executivo de Cascais veio a mostrar-se fatídico para o projecto, para o PSD e para Cascais. Pior do que isso, foram tantas as tropelias, tantos os boys, tantas as decisões enviesadas, tantas perseguições e ajustes de contas que uma boa parte dos militantes do PSD e apoiantes da coligação deixaram de se rever neste projecto.
Até António Capucho se fartou e saiu batendo a porta.
O PSD Cascais é hoje dominado a partir dos militantes que são funcionários ou assessores da Câmara ou das Empresas Municipais o que, como se compreende, faz com que a carteira fale mais alto que a lógica, a política ou os interesses dos munícipes!
Para as próximas eleições Carlos Carreiras prepara uma espécie de passe de mágica que é profundamente grotesco.
A coligação, ao que parece passa a chamar-se de “Movimento”! Não passa de uma coligação, suportada por dois partidos, mas chama-se Movimento…
Porquê?
Porque Carlos Carreiras continua a acreditar que é manifestamente mais esperto que os restantes mortais que votam em Cascais.
Não é segredo que um vasto conjunto de pessoas, eleitores em Cascais, se fartaram das respostas dadas pelos Partidos Políticos.
Também a situação a nível nacional não ajuda, e é expectável que os Partidos da Coligação Viva Cascais venham a pagar nas urnas o efeito desse desgaste.
Mas os exemplos que nos chegam todos os dias da Câmara de Cascais, com as diatribes de Carlos Carreiras, qual Berlusconi de Cascais, os seus acessos de esperteza saloia polvilhada de má criação, com as patetices que os seus vereadores de mão, Miguel Luz e Nuno Piteira e a horda de assalariados do PSD  vão fazendo, têm empurrado um número crescente de cidadãos para fora da lógica partidária.
Essa a principal razão do aparecimento de vários movimentos em Cascais, que se afirmam numa lógica anti-partidária.
Ora como se combate a deserção do voto dos Partidos para os movimentos que se preparam para ir também a votos?
Carlos Carreiras inventou a solução – transformar a Coligação Viva Cascais num “movimento”, fingindo que a adesão “espontânea” de munícipes pode branquear ou escamotear o apoio partidário que dirige a sua candidatura.
Ou seja, Carlos Carreiras assume que a solução é fazer aquilo que melhor sabe executar – a trapaça!
Os “Manueis de Oliveira” da Coligação Viva Cascais (ou como agora é chamada Movimento…) bem se podem esmerar em editar filmes atrás de filmes com os contributos dos cidadãos mais ou menos desconhecidos a gritar apoios ao Movimento.
Por mais que seja apelidado de Movimento, a Coligação Viva Cascais não é mais do que uma coligação do PSD de Carlos Carreiras e do CDS.
Embora Carlos Carreiras e os seus mais próximos colaboradores achem que sim, o eleitor comum já não vai assim em cantigas…
A verdade é um conceito tão dificil para Carlos Carreiras!...

domingo, 31 de março de 2013

CIDADANIA EM CASCAIS PRECISA-SE!


Sou pela cidadania.
Pela séria.
Pela gestão responsável da coisa pública, em nome dos cidadãos e pelos cidadãos.
Sou pela criação de mecanismos de envolvimento dos cidadãos nas decisões que lhe dizem respeito, nas que tocam na sua qualidade de vida, nas que têm repercussões no seu futuro e dos seus descendentes.
Aos políticos estava reservado o papel de serem os garantes do exercício da cidadania por todos.
Todos sabemos que hoje não é assim.
As poucas excepções que confirmam a regra são em muito menor número do que os políticos que têm uma visão bem diversa do que é o exercício da gestão pública considerando-se o princípio, o meio e o fim das decisões tomadas, esquecendo que o lugar que ocupam é em representação dos seus eleitores.
Também os eleitores há muito tempo desistiram de exigir uma correcta representação pelos políticos acabando por fazer o jogo de “deixar andar”…
Em Cascais, Carlos Carreiras é um exemplo, um bom exemplo do que acabo de referir.
Carlos Carreiras não faz a menor ideia, nem quer fazer, de quais são os interesses dos seus munícipes, os seus anseios, as suas necessidades.
Tudo em Carlos Carreiras gira em torno da afirmação do seu poder pessoal.
Se temos em Cascais zonas onde os arruamentos estão em estado deplorável, sem passeios, imagens do terceiro mundo na Europa, isso pouco interessa a Carreiras mas trazer, a preço de ouro o Senhor Frederik de Klerk para estar numa conferência a falar uma hora e aparecer na fotografia ao seu lado já parece ser prioridade.
Insistir em não resolver os autênticos cancros viários que tiram a paciência diária a milhares de munícipes que se deslocam no concelho, não ter uma estratégia de reabilitação da economia de Cascais, ajudar a desbaratar o património da imagem turística do Estoril, e cereja em cima do bolo, delapidar as finanças camarárias em festa e foguete acreditando que, quando faltar o dinheiro definitivamente inventará uma desculpa ou uma nova estratégia que lhe permita enfiar um bocadinho mais o barrete que tem enfiado na cabeça dos munícipes, é o que espera Cascais se os eleitores não decidirem arrepiar caminho nas próximas eleições autárquicas.
Carreiras vai destruir Cascais para construir o seu exercício de poder!
Carreiras destruiu a estratégia ambiental que tinha sido implementada por António Capucho, destruiu a estratégia Cultural que tinha sido implementada por António Capucho, destruiu a estratégia de Turismo que tinha sido implementada por António Capucho e em substituição temos melhores estratégias?
Não, não temos estratégias porque isto são temas que não interessam!
Estes temas têm implicações no dia a dia dos munícipes de Cascais mas não têm qualquer importância para afirmar a estratégia de poder de Carlos Carreiras.
Por isso não interessam!
Carlos Carreiras transformou a política em Cascais numa espécie de prestidigitação.
Vivemos no mundo do faz de conta.
Afirma Carreiras que Cascais é um exemplo de Democracia Representativa.
Chamar democracia representativa a umas sessões participadas pelos “clientes do costume do PSD” polvilhados com meia dúzia de bem intencionados cidadãos que julgam que estão a participar num processo democrático é um abuso! Chamar democracia representativa a reuniões com menos de 1% dos representados é brincar à democracia!
Aliás, o exemplo que Carreiras levou para dentro do PSD Cascais é o paradigma do seu pensamento filosófico de democracia e de representatividade. Em Cascais o PSD está definitivamente disciplinado é às ordens do Presidente da Concelhia do PSD que é Carlos Carreiras. Que é também o candidato a Presidente de Câmara. Sempre que seja necessário que o PSD fiscalize a actuação dos seus autarcas em Cascais já sabemos qual será o veredicto: Está tudo bem…
Cascais tem que acordar. Tem que perceber que este caminho é mau e tem consequências sérias para o futuro.
Em Cascais a gestão camarária já teve muitos momentos infelizes em que ficaram sequelas para as gerações vindouras. O urbanismo e os bairros de génese ilegal são dois bons exemplos que todos deveriam pretender não ver repetir.
Ora o bem de Cascais, o bem dos munícipes de Cascais e os objectivos de poder de Carlos Carreiras são incompatíveis!
Nas próximas eleições, os eleitores vão ter que escolher um projecto para Cascais ou a ausência dele…

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ESTRATÉGIA? ZERO!

Temos hoje uma classe política medíocre porque os cidadãos portugueses há muito tempo desistiram de fiscalizar e sancionar a actividade dos políticos.
Não é razoável que umas eleições aconteçam sem que exista um claro programa de actuação dos vários candidatos para o mandato a que se candidatam.
Não é razoável que um político prometa uma coisa e, depois de eleito, se atreva a fazer exactamente o contrário.
Não é razoável que um político que não tenha cumprido o que se comprometeu executar em campanha, ou que tenha mesmo feito exactamente o contrário do prometido, consiga ser reeleito em eleição seguinte sem que lhe seja infligido pelos eleitores o castigo merecido!
Em Portugal temos muitos exemplos disto, só para recordar dois de Partidos diferentes, Durão Barroso e José Sócrates, ambos criticaram a carga fiscal, ambos prometeram não promover aumentos da carga fiscal, todos sabemos o que ambos acabaram por fazer!...
Isto é possível em Portugal, no governo da Nação, nos governos regionais ou nas autarquias.
Porquê?
Porque há muito tempo a esmagadora maioria do povo português desistiu de exercer o seu direito de cidadania, ou confunde esse direito com o mero acto de decidir votar ou não votar sem que o faça de forma consciente, utilizando o seu voto para castigar a incompetência ou a falta de rigor no cumprimento do prometido.
Claro que a organização política vigente em Portugal não ajuda a que tal aconteça. A ditadura das cúpulas partidárias, a impossibilidade de votar em pessoas em detrimento de partidos ou coligações, acaba por contrariar o exercício consciente da cidadania.
Os portugueses estão reféns do bloco central partidário, do bloco central dos interesses!
É fácil perceber a verdadeira dimensão do que acabo de afirmar quando fazemos o exercício de analisar de que empresas vieram os governantes dos últimos vinte e cinco anos e a que empresas foram parar depois de abandonarem o governo…
Mesmo a abertura tímida às candidaturas independentes acabam por, na esmagadora maioria dos casos, transformar-se em veículos para a eleição de ex políticos partidários que não se viram reconduzidos pelo Partido para nova candidatura. Poucos são os casos de candidaturas independentes que sejam uma emanação clara da sociedade civil a querer introduzir uma praxis política diferente.
Em Cascais, embora existam vários movimentos independentes, existe já uma candidatura independente à Câmara Municipal de Cascais.
O futuro próximo dirá se teremos no confronto eleitoral algo de novo que envolva os munícipes e se comporte de forma séria, ou se teremos apenas mais variedade de escolha para o “prato habitual”…
O PSD fez uma péssima escolha para candidato à Câmara.
Carlos Carreiras já deu mostras mais que suficientes que representa tudo de mau que a política nos trouxe nos últimos trinta anos de democracia.
Cascais, por mais notícias pagas que digam o contrário, está sem projecto, sem estratégia!
As estratégias que têm vindo a ser implementadas em Cascais nos últimos três anos nada têm a haver com Cascais, com os seus munícipes ou  com as suas empresas,  todas as estratégias, que custaram alguns milhões de euros aos bolsos dos contribuintes, têm apenas um objectivo: garantir a eleição de Carlos Carreiras para mais um mandato autárquico!
Não há uma ideia que defina aquilo que se pretende que Cascais seja nos próximos dez anos, nos próximos vinte ou nos próximos trinta!
Não há uma política para o Ambiente!
No que respeita aos Resíduos Sólidos Urbanos, a ausência de estratégia vai custar uns largos milhões de euros ao município, ou seja, aos munícipes. E esta história bem precisa de ser contada aos quatro ventos porque já se entrou na fase de “enxotar as culpas para o passado”!
É bom que a culpa não morra solteira e se torne claro, transparente, quem desempenhou que papeis neste enterro. Não se pode confundir o bombeiro do INEM que tentou reanimar o doente com o cangalheiro que lhe propiciou o enterro!
Não há uma política de planeamento urbano!
Esta espera pela revisão do Plano Director, o planeamento tipo ventoinha, dependente das “oportunidades” que aparecem, parecem sempre ser não um planeamento mas um oportunismo. E os benefícios da “oportunidade” nem sempre são transparentes!
Aquilo que era preciso saber, que tipo de ocupação do território se pretende, ninguém sabe, ou melhor se diga, quase ninguém…
Não há uma política de desenvolvimento económico do concelho!
Parece que estamos condenados a viver do empreendedorismo e das universidades à beira mar ou do parqueamento de paquetes.
É muito pouco, para um concelho com as pretensões de Cascais. Muito pouco mesmo!...
Por outro lado a indiferença que a Câmara apresenta relativamente ao pequeno comércio de rua é constrangedor. Parece que o único papel que o município deve desempenhar é o da extorsão, da cobrança infindável de taxas para todos os gostos, esquecendo que este comércio é (ainda…) o rendimento e o emprego para muitas famílias de munícipes!
Não há uma política de transportes e comunicações!
Não há uma ideia nem para os grandes problemas, nem para os pequenos nem para os assim assim.
A rede viária principal não parece ser uma prioridade. Cada dois mandatos vão dando à luz cerca de 1 Km o que nos leva a ter que esperar mais uns cinquenta anos a fazer fé no ritmo implementado.
Os problemas de circulação, os constrangimentos viários, estão todos por resolver. Parece que Carlos Carreiras não percorre as ruas de Cascais, a sua rede viária, não sente a prioridade de resolver convenientemente estes problemas.
Os acessos à A5 em Cascais e em Carcavelos/S. Domingos de Rana, a estrada S. Domingos de Rana – Mem Martins, o acesso a Oeiras pela estrada da Lage, a rotunda do Leclerc em S. Domingos de Rana, são exemplos de grande importância que os utentes valorizam todos os dias que lá perdem mais de uma hora das suas vidas.
É um problema para os munícipes mas, aparentemente, não o é para Carlos Carreiras!
A ausência de uma política de estacionamento ao serviço da animação do comércio é outra situação incompreensível. Parece que apenas conta a caça aos euros dos parquímetros e o exercício de bloquear carros. Como política de estacionamento é curtinho, convenhamos!...
Podíamos fazer um exercício idêntico para o Saneamento e o Abastecimento de Água, a Saúde, a Acção Social, a Educação, a Cultura, o Desporto, os Espaços Verdes, o que tornaria este texto ainda mais fastidioso e confirmava a ideia base que pretendo afirmar: Cascais não tem estratégia!
É mau para todos se as próximas eleições autárquicas não servirem para fazer a diferença.
É mau para todos e para Cascais, se voltarmos a permitir que seja eleito um executivo camarário que não tenha apresentado um programa de actuação transparente e objectivo para o seu mandato!
Podemos todos, ou pelo menos a maioria, continuar a brincar à democracia, participando alegremente na votação de projectos do orçamento participativo tipo parque infantil para cães, enquanto permanecem com aspecto terceiro mundista os arruamentos do Bairro da Cruz Vermelha ou da Adroana.
Mas eu prefiro acreditar que chegou a hora de assumirmos a responsabilidade do exercício sério e condigno da cidadania!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Problema de Moedas? Para mim são…trocos!...


Um exemplo de como se pode deitar dinheiro dos contribuintes pelo cano abaixo...
 Carlos Carreiras desancou o Secretário de Estado Carlos Moedas como nem António José Seguro foi capaz.
Como as notícias diziam logo de manhã na passada quarta-feira, Carlos Carreiras, destacado dirigente do PSD e Presidente do Instituto Sá Carneiro, considerava que “Um membro de um qualquer Governo que tem a 'inteligência' de produzir uma afirmação desta natureza, perante um relatório com este teor, só pode ter uma atitude - abandonar as funções governativas, deixar a política e assumir que aspira a ser consultor técnico”.
Parece-me pertinente fazer alguns juízos de valor sobre esta afirmação e sobre o seu autor.
Analisemos a razão do comentário. Tem Carlos Carreiras razão em estar indignado mas não pelas razões que invoca.
O político deve falar simplesmente verdade e não apenas a verdade ou a parte dela que lhe convenha.
Essa é a moda dos nossos Políticos dos últimos 20 anos, fez escola, e trouxe-nos aos momentos que vivemos…
O que deveria indignar Carlos Carreiras não é o facto de Moedas considerar o relatório do FMI bem feito, o que deveria trazer Carlos Carreiras mal disposto é a confirmação de que este Governo fez-se eleger com um Programa que não tinha  a mais pálida ideia se seria capaz de o fazer cumprir!
Apresentar-se a votos, fazendo um cenário e apontando soluções para as quais não se tem a mais pálida ideia se funcionam, se são ou não uma efectiva solução para os problemas, é trapaça!
Guterres, Durão Barroso e Sócrates fizeram-no, e eu, e muitos outros cidadãos, pareceu-nos, erradamente, que o discurso da verdade era desta…
Não foi!
Enquanto cidadão e militante social democrata, confesso a minha incomodidade.
Mas a reacção de Carlos Carreiras merece ser apreciada por outros prismas.
Mal ou bem, Carlos Carreiras alcandorou-se a um lugar importante na lógica do poder partidário no principal partido do governo. É Conselheiro Nacional e Presidente do Instituto Sá Carneiro.
Pode isso mesmo ser um perigoso sinal para a transparência e a verticalidade política do PSD mas é o que temos!
Ora, não há muito tempo, foi até grosseiro como classificou António Capucho por ter proferido algumas críticas ao governo. Num dos últimos plenários do PSD de Cascais atacou violentamente os “bloggers” que escreviam sobre a Câmara de Cascais e que são militantes do PSD, como é o meu caso, de serem invejosos e traidores por “lavarem a roupa suja” fora das instâncias partidárias.  
Esta situação encerra aqui uma espécie de democracia (bem esquisita por sinal…) em que a utilização da crítica pública só pode ser feita com legitimidade por alguns, porque para os outros já será ilegítimo…
É esta maneira de estar na política que mais me motiva a não “esfriar” a minha indignação e em usar os meios ao meu alcance para desmascarar que isto não serve para a nossa terra!
Precisamos de um líder no município que nos olhe como iguais, que não se considere acima da plebe, com direitos especiais!
Precisamos de um líder no município que nos fale verdade, que nos trate com verdade, que não esteja sistematicamente a dar o dito por não dito.
Precisamos de um líder no município que seja vertical e recto, que não ajuste a verdade como mais lhe convém.
Precisamos de um líder no município que esteja disponível para abraçar como prioridade a resolução dos pequenos problemas, aqueles que nos aborrecem diariamente, os buracos da rua que não foram rapidamente tapados, a tampa de esgoto que não foi subida depois da repavimentação da rua, os apoios financeiros que só acontecem para “algumas colectividades” sem qualquer tipo de critérios objectivos.
Precisamos de um líder no município que sinta que cada euro que gasta não é dele mas dos munícipes que representa, e como tal deve sempre escrutinar se cada euro vai cumprir a resolução das necessidades e anseios da população de Cascais.
Precisamos de um líder no município que se debruce sobre os reais problemas de Cascais e dos seus habitantes e se empenhe nas soluções adequadas  para eles em vez de se aplicar na autopromoção.
Como todos já perceberam, todos estes desejos são impossíveis de alcançar com Carlos Carreiras.
Carreiras é exactamente o oposto.
E a bem de Cascais, tem de ser travado.
Seria bom que fosse o PSD a tomar consciência deste imprescindível acto de idoneidade política mas não acredito que seja capaz…
Que seja outro, ou partido ou movimento independente, mas a seriedade e a sobriedade conseguidas em 2002 com António Capucho tem que regressar a Cascais em 2013!
Doa a quem doer!